sexta-feira, 4 de setembro de 2009

LITURGIA DIÁRIA - HOMILIA




Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
setembro 4th, 2009


JESUS E O JEJUM - Lc 5,33-39

Depois de ter sido questionado pelos fariseus por comer com os publicanos e pecadores, agora é cobrada de Jesus a observância do jejum e das orações rituais. Jesus rompe com a tradicional piedade da Lei. Além de sentar-se à mesa com companhias pouco recomendáveis segundo os critérios do legalismo religioso, “comem e bebem”, desprezando os jejuns rituais. Jesus, como um noivo presente entre os convidados em uma festa de núpcias, não vem trazer castigos, mas sim comunicar alegria e vida.

Neste Evangelho de Lucas e no de Marcos, o questionamento a Jesus é feito por um sujeito indeterminado: “eles”. Já Mateus, de modo próprio, atribui a pergunta aos discípulos de João. O jejum era praticado tendo-se em vista o perdão dos pecados diante de um Deus vingativo para com homens e mulheres, o qual deveria ser aplacado com sacrifícios.

A parábola do remendo, em Lucas, é revestida de um colorido especial: não se corta um pedaço de uma roupa nova para colocá-lo como remendo em roupa velha. Além de estragar a roupa nova, repuxa a roupa velha e, ainda mais, não vai combinar! A sentença final é uma alusão aos judeus, apegados à sua antiga tradição, que rejeitam a novidade de Jesus.

Jesus não vem castigar nem condenar, mas libertar e acolher. A sua presença entre os discípulos, expressa pela imagem do noivo em um casamento, é motivo de alegria e festa, não de luto e jejum.

As duas parábolas que se seguem exprimem bem a novidade de Jesus, que não combina com a prática legalista da tradição do Primeiro Testamento. A frase final, que termina com a expressão: “o vinho velho é melhor”, é estranha no texto e indica inserções que se cristalizaram na tradição.

O que na verdade Jesus quer salientar é uma prática que saia do fundo do coração. É esta a proposta que Jesus nos apresenta para nossas ações. Diante de Deus todos os nossos atos terão o valor proporcional ao que o nosso coração lhes confere. Fazer apenas por fazer, não nos edifica nem nos ajuda na caminhada para Deus. O odre e a roupa significam a nossa mentalidade e a maneira como acolhemos as observâncias que Deus nos propõe por meio da sua Palavra e dos seus mandamentos. A maneira como encaramos os fatos da nossa vida e a mentalidade com a qual nós participamos das propostas de Deus nos dão a garantia para que as nossas ações diante do Senhor tenham valia. O que é novo não cabe na mentalidade antiga. Precisamos de um espírito aberto, para acolher as novidades do Evangelho e viver segundo os mandamentos de Deus. Do contrário, não daremos frutos.

Você é uma pessoa apegada ao seu modo de pensar? - Você é capaz de mudar de opinião diante das novidades do Evangelho? - Com que espírito você jejua ou faz sacrifício? - Você costuma murmurar e se lastimar das coisas boas que você faz aos outros

Pai, abre meu coração para acolher a novidade trazida por Jesus, sem querer deturpá-la com meus esquemas mesquinhos e contaminá-la com o egoísmo e o pecado.

FONTE: Canção Nova

SANTO DO DIA


SANTA ROSÁLIA







Nascida em Palermo em 1130, viveu por alguns anos na corte de Rogério II, rei da Sicília, sendo seu pai Sinibaldo, descendente de Carlos Magno.

Quando tinha quatorze anos, a Santíssima Virgem apareceu-lhe e aconselhou-a a deixar o mundo. Rosália foi então viver numa gruta no monte Quisquita durante alguns meses e depois foi para o cimo do monte Pellegrino onde acabou por escolher este lugar até o fim de sua vida como lugar de retiro, pela áspera solidão que ofereciam seus penhascos rochosos inclinando sobre o mar azul.

Durante seus últimos dezesseis anos de vida, Rosália levou uma vida de dura penitência sendo alimentada miraculosamente pela Eucaristia. Morreu no ano de 1160, com a idade de 30 anos.

No Século XVII foi encontrado os restos mortais de Santa Rosália, mas, os ossos, recolhidos em uma gruta escavada entre as rochas, não traziam inscrição. O Arcebispo de Palermo, D. Giannetino Doria, constituiu uma comissão de peritos, composta de médicos e teólogos, que, em 11 de fevereiro de 1625, se pronunciou pela autenticidade das relíquias.

Isso reacendeu a devoção popular. Inseriu o nome da santa no Martirológio Romano em 15 de julho e em 4 de setembro.

Em 25 de agosto de 1624, quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, enquanto executavam trabalhos junto ao convento dos dominicanos de Santo Estêvão de Quisquina, acharam, numa gruta, uma inscrição latina, muito rudimentar, que dizia: "Eu, Rosália Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo, decidi morar nesta gruta de Quisquina." Confirmando, assim, as tradições orais da época.


Santa Rosália ... Rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

MENSAGEM DO DIA





EVANGELIZANDO ATRAVÉS DO BELO



Cada artista deve ter a consciência de que é instrumento. Um autêntico amor ao Evangelho nunca nos deixa inertes. A Boa Nova é, antes de tudo, “amor em ato”, e como tal não paralisa o homem, mas o move a amar. As palavras do Evangelho sempre nos colocam diante de uma realidade de amor, quer seja quando é Cristo quem ama quer quando Ele nos prova, com Sua vida, que precisamos amar.


A arte é a maneira mais bela que o homem encontra para agir. Ela é – ou deveria ser – fruto de um movimento que, iniciado no amor, torna-se o ápice da expressão e da comunicação humana. Se hoje a arte se desvia do seu fim de levar as pessoas a uma experiência com Deus, é porque está ferida na sua essência, que deveria ser sempre o amor.


Em qualquer uma de suas manifestações: pintura, dança, música, teatro..., a arte é a maior manifestação da beleza que pode nascer no coração de alguém; enquanto o Evangelho é a maior prova de amor que Deus pôde dar aos homens: Cristo no meio de nós! Estes dois “movimentos”: o Evangelho e a arte, põem a humanidade em evidência e nos levam a perceber que tudo ganha um novo sentido quando gerado no amor. O Evangelho já traz em si a plenitude do amor, que é Jesus Cristo, porém, a arte nem sempre tem o amor como impulso inicial.


A verdadeira arte é o Evangelho encarnado de forma bela pelo homem. Primeiro, o artista recebe um dom de Deus, depois precisa amar esse dom e, por fim, usá-lo em prol da evangelização. Muitas vezes, costuma-se inverter essa ordem e, ao usarmos o dom antes de amá-lo, estaremos oferecendo aos homens algo que o mundo e o pecado também podem oferecer: uma arte indiferente, que nega ou esquece o amor. As pessoas precisam de uma arte nova, santa, essencialmente evangélica, que as convença de que não há nada melhor do que “viver de amor”.


Antes de tudo, a arte precisa ser amada, depois exposta. O próprio Papa João Paulo II nos motiva a empenharmos todas as forças em favor do “Belo Amor”, da construção da beleza como reflexo de Deus para o mundo. É preciso, de fato, nos movermos nessa direção amorosa que a Igreja nos aponta. A arte é capaz de movimentar o amor no homem, amor este que é a raiz do Evangelho. Se a arte não for feita por amor a Cristo e à Sua Boa Nova, em vão será todo esforço por ela. A Pessoa de Jesus é a inspiração dessa arte santa para os homens. É por amor a Ele e ao Seu Evangelho que se deve fazer toda manifestação artística.


Quando a inspiração artística provém de um coração cheio de amor ao Evangelho, consegue inflamar muitos outros corações com esse mesmo amor. Deus se mostra a nós de forma bela e, assim, leva-nos a uma verdadeira experiência com Ele.


Cada artista deve ter a consciência de que é um instrumento, porque, na verdade, é Deus o Autor de todo o bem que a arte comunica. O Criador não apaga a participação do artista, apenas a esconde, porque sabe que o mundo não necessita da arte nem do artista, mas do amor que se esconde em ambos.


O artista, ao fazer-se “veículo” de evangelização, encarna o que diz São Paulo: “Com efeito, o anúncio do Evangelho que efetuamos entre vós não ficou em discurso, mas manifestou o poder, a ação do Espírito Santo e uma realização maravilhosa” (I Tessalonicenses 1,5).


Quando, como artistas, estivermos fazendo a nossa arte remeter a humanidade ao Evangelho, estaremos, de fato, abrindo caminhos para que Deus realize grandes prodígios no coração do Seu povo.





Cristiano Pinheiro C. Bedê
Responsável pelo Ministério de Música Missionário Shalom

03/09/2009 - 08h00

Tags: evangelização arte música formação cancaonova

FONTE: Canção Nova

LITURGIA DIÁRIA - PARTILHA





Lc 5,1a.2-11


Abandonaram tudo e O seguiram.


O chamado se dá após o ensinamento às multidões. O agir de Jesus faz o homem tomar consciência da própria fraqueza e indignidade, que são superadas pela fé na palavra de Jesus. Isto se concretiza em deixar tudo.
Jesus chamou Simão e o constituiu chefe da Igreja (barca) e o ordenou a ser pescador de homens (povo), não para matar, mas para salvar e dar nova vida. Sem Jesus na barca não haverá pesca; sem Jesus na igreja não haverá salvação. Ser Igreja é abandonar tudo, ou seja, o homem velho; aprender de Jesus o novo caminho (Evangelho) e seguir adiante no Seu plano de Amor.

Carlos - Comunidade Católica Pedras Vivas

SANTO DO DIA

SÃO GREGÓRIO MAGNO






Hoje, celebramos a memória deste Magno (Grande) de Cristo: São Gregório I. Nascido em Roma no ano 540, numa família nobre que muito o motivou a vida pública.

Gregório (cujo nome significa "vigilante"), chegou a ser um ótimo prefeito de Roma, pois era desapegado dos próprios interesses devido sua constante renúncia de si mesmo. Atingido pela Graça de Deus, São Gregório chegou a vender tudo o que tinha para auxiliar os pobres e a Igreja.

São Bento exercia forte influência na vida de Gregório, por isso, além de ajudar a construir muitos mosteiros, entrou para a vida religiosa do "Ora et Labora".

Homem certo, no lugar certo, este foi Gregório que era alguém de senso de dever, de medida e dignidade. Além da intensa vida interior, bem percebida quando escreveu sobre o 'ideal do pastor':" O verdadeiro pastor das almas é puro em seu pensamento... Sabe aproximar-se de todos, com verdadeira caridade . Eleva-se acima de todos pela contemplação de Deus."

Com a morte do Papa da época, São Gregório foi o escolhido para "sentar" na Cátedra de Pedro no ano de 590, e assim chefiar com segurança a Igreja num tempo em que o mundo romano passava para o mundo medieval.

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja que conquistou o Céu com 65 anos de idade (no ano 604), deixou marcas em todos os campos, valendo lembrar que na Liturgia há o Canto Gregoriano, o qual eleva os corações a Deus, fonte e autor de toda santidade.

São Gregório Magno... Rogai por nós!


FONTE: Canção Nova

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

MENSAGEM - O AMOR DE DEUS







JESUS VEIO PARA NOS GUIAR PELOS CAMINHOS DO AMOR




Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus em:
Colossenses 3,12-17.




Quando é que o homem tem em si o poder de Deus? E quando é que ele produz frutos? Quando ele está cheio do Espírito Santo de Deus.



A Palavra de Deus nunca nos dá uma ordem que esteja fora do nosso alcance. Por isso, o Senhor nos pede que nos revistamos de sentimentos de compaixão, de bondade e de paciência, porque estamos cheios do Espírito. É Ele que nos reveste desses sentimentos, porque somos eleitos, escolhidos.



Quando o Senhor nos vê, Ele nos vê com toda a nossa verdade, como realmente somos: com capacidades e com os nossos limites. Deus nos reservou para o céu, para a felicidade eterna, para estarmos para sempre ao lado d'Ele. E todas as coisas que são más, injustas, cheias de corrupção e misérias, que nos enfraquecem e nos entristecem, desaparecerão, serão varridas da face da terra! Deus nos escolheu e nos elegeu, pensou em nós, Ele nos quis e nos amou apesar de todos os nossos pecados.



Ninguém pode se revestir de bondade se nunca se sentiu verdadeiramente amado e se não fez uma experiência de amor com o Senhor. Então você e eu precisamos saber e experimentar: Deus nos ama e nos planejou, ainda que nossos pais tenham cometido erros e mesmo que não estivéssemos nos planos deles, nós estávamos nos do Senhor, pois fomos planejados por Ele.



Precisamos nos aceitar como somos; aquele que não se aceita se veste de maneira inadequada, por exemplo. Se nós queremos nos vestir de uma maneira nova, é preciso aceitar-nos a nós mesmos. Mas como nos aceitar se não temos uma revelação de Deus?



Quem pode se preparar para receber o Espírito Santo? Ninguém está preparado para receber uma visita de Deus, Ele nos visita despreparados, “furando o bloqueio” do nosso pecado; e onde há escuridão, como um feixe de lenha, vem o Espírito Santo nos iluminando e nos retirando das trevas.



Deus sabe das nossas fraquezas, de nossos maus projetos e más intenções e mesmo assim nos ama e não exige nada de nós, Ele nos aceita com todas as nossas fraquezas por nos amar. Quando nós descobrimos que o Pai enviou o Seu Filho único para nos curar, para nos salvar e não para nos julgar, então passamos a compreender esse amor.



Todos nós estávamos perdidos, mas Jesus nos salvou. E se em meio à nossa perdição nós gritamos: “Eu preciso de alguém que me dê uma direção, pois não consigo encontrar uma saída”, por nos amar, Deus Pai escuta a nossa oração e vem em nosso auxílio dando-nos o Espírito Santo.



O Altíssimo nos enviou o Seu Filho para nos guiar pelos caminhos do amor. E hoje pela força do Espírito Santo, nós podemos despedir o orgulho e receber a mansidão, a paciência, a bondade e a compaixão.





Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova


FONTE: Canção Nova

MENSAGEM DO DIA




Por: Professor Felipe Aquino

VALORIZE O SOFRIMENTO


É preciso lembrar que não há sucesso sem luta. Nenhum de nós gosta de sofrer, mas o sofrimento faz parte da vida; não há uma pessoa sequer na face da terra que não tenha de conviver com a dor e a angústia; logo, aprender a sofrer é aprender a viver. A paz não consiste em não ter contrariedades, mas em saber, com humildade e resignação, aceitá-las e enfrentá-las. A primeira atitude diante de qualquer sofrimento é a atitude mental; muitas vezes, nós aumentamos o nosso sofrimento com um pensamento negativo e pessimista. Acho que você já notou que o mesmo sofrimento para um é muito pesado, enquanto para outro pode ser fácil de ser vencido.


Da mesma forma que não há montanhas altas sem névoas, assim também não há homem superior sem caluniadores. O que importa é não dar ouvidos a essas calúnias. Não pare a sua caminhada para atirar pedras nos cães que ladram, senão você pode atrasar a sua chegada. Sabemos que somente as árvores que têm frutos é que são sacudidas ou apedrejadas em busca de alimentos. Ninguém atira pedras em árvores sem frutos. As perseguições não atingem a alma quando são injustas ou falsas.


Frequentemente, as coisas que consideramos “más” são as que tornam boas as coisas boas. Como poderíamos reconhecer o prazer sem a dor? Sem o conforto, como poderíamos estar confortáveis? Se não houvesse escuridão, como saberíamos o que é a luz? Sem ignorância, qual seria o valor do conhecimento?


Em todas as direções e em todas as situações, a vida tem significado. Em todo lugar existe a oportunidade da realização. Em vez de amaldiçoar a escuridão, acenda um fósforo, aprecie a luz que as trevas tornam possível.


As únicas desgraças completas são aquelas com as quais nada aprendemos. Cada lágrima ensina-nos uma verdade.


É preciso sempre se lembrar de que não pode haver sucesso sem luta e, às vezes, sofrimento. O sofrimento não é obra de Deus; ele existe por causa de nossa fraqueza e dos pecados dos homens. Mas Cristo o transformou em matéria-prima de nossa salvação. Paul Claudel disse que “Cristo não veio abolir o sofrimento, nem mesmo explicá-lo; mas veio trazer-lhe a plenitude da sua presença”. Por isso, quem sofre com Cristo, sofre em paz.


Deus nos fala pelas circunstâncias e pelos acontecimentos difíceis da vida. Quando analiso o meu passado, vejo que tudo o que me aconteceu foi para o meu bem. O sofrimento é inseparável do amor, como a rosa o é do espinho. Não tenha medo das adversidades nem das contrariedades.


É comum nos sentirmos desencorajados e até desesperados quando as coisas vão mal. Mas Deus age em nosso beneficio, mesmo nos momentos de dor e sofrimento.

“Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Romanos 8, 29)



(Trecho extraído do livro "Para ser feliz" - Editora Cléofas)

FONTE: Canção Nova