sábado, 23 de janeiro de 2010

LITURGIA DIÁRIA

EVANGELHO (Mc 3,20-21)

Sábado, 23 de Janeiro de 2010
2ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

FONTE: Canção Nova

SANTO DO DIA

SANTO ILDEFONSO

23 de janeiro

Nasceu no ano de 606, em Toledo, no dia 8 de dezembro. Um homem de oração, foi discernindo a vontade de Deus também nas perdas. Ficou órfão e, em meio aos bens que possuía, fez de tudo para a construção de um mosteiro para religiosos. Um homem de discernimento, que não quer dizer sem medo, sem dificuldades.

Os santos não foram super-homens, mas pessoas de carne e osso que foram se deixando transformar por Aquele que é o santo dos santos: Jesus Cristo. Ele que, pelo poder do Espírito Santo, opera maravilhas no coração que se abre.

Santo Ildefonso, um coração aberto para as vontades de Deus, mesmo contra a própria vontade. Aconteceu que o Bispo de sua localidade havia falecido e o povo o elegeu. Ele se escondeu num convento, mas foi descoberto e aceitou este grande serviço para o povo de Deus. Foi um grande instrumento de Deus e devoto da Santíssima Virgem.

Ele propagou a Festa da Expectação de Nossa Senhora, em 18 de dezembro – Nossa Senhora do Ó, como ficou conhecida. Fruto desse amor, ele recebeu a graça de uma aparição da Virgem Maria, chamando-o de “meu capelão” e presenteando-o com uma casula do céu. Assim diz o seu testemunho.

Um homem revestido de humildade, de vida, de oração na vida sacramental, por isso foi um grande pastor para o seu povo. Não evangelizou sozinho, pois os santos bem sabiam e continuam a saber o quanto nós precisamos uns dos outros para que a evangelização aconteça, para que muitos conheçam esse doce nome que tem nosso Senhor Jesus Cristo. Os santos foram aqueles que se consumiram pelo Evangelho para que muitos conheçam Jesus Cristo.

Santo Ildefonso, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

FORMAÇÃO




TRISTEZA MATERNA

Um quadro clínico que requer atenção

No artigo anterior, comentei com você sobre a DPP - Depressão Pós-Parto, porém, é muito conhecido – entre a psicologia e a área médica – um outro quadro clínico chamado de "Tristeza Materna" (baby blues, post-partum blues).


O que muda entre um e outro é a intensidade dos sintomas e a gravidade do quadro e a forma como atinge a mulher, incapacitando-a, colocando em risco sua vida e a do bebê e a capacidade de fazer coisas, até mesmo as mais simples do dia a dia, como arrumar-se, fazer sua higiene pessoal, amamentar, dentre outras atividades.


Como já comentei, é muito importante que a mulher seja cuidada nesse período; é comum que o marido ou os parentes achem muito normal ou até mesmo uma fraqueza da mulher ou até “coisa de mãe e de grávida”. O risco não é apenas materno, mas também da qualidade da saúde mental do recém-nascido, pois a mãe passa a destinar sentimentos negativos ao filho, muitas vezes, este passa a ser vítima de maus-tratos; em casos extremos ela sente vontade de eliminar a vida da criança. Isso não é apenas maldade ou falta de Deus. Trata-se, sim, de um quadro que requer atenção redobrada, acompanhamento materno e proximidade com ela.


A sociedade trata certas regras, quando falamos sobre depressão e gestação, como se a mulher necessariamente tivesse que transbordar de alegria diante do nascimento do filho. Isso é o socialmente esperado; porém, a estrutura emocional feminina reage de forma diferente a cada caso. Certamente, não é uma ingratidão pelo milagre de vida que lhe foi concedido, pelo milagre da maternidade. A tarefa de ser mãe, algo que pode inicialmente ser muito desejado, pode despertar sentimentos de incompetência, incapacidade, limitação nos papéis ocupados pela mulher na sociedade, na família, no casamento.


Gosto da leitura e complemento com um dos textos que busquei: "O processo de transformação psíquica que uma mulher precisa passar no ciclo gravídico-puerperal envolve três grandes momentos que englobam pequenas etapas vividas de formas diferentes para cada sujeito. A transformação da filha em mãe, a transformação da autoimagem corporal e a relação entre a sexualidade e a maternidade. Cada um destes temas requer uma reordenação psíquica que incide sobre as vicissitudes de cada mulher. A mentalidade de que a chegada de um filho é isenta de ambiguidade, tende a dificultar o auxílio que estas mães precisam receber. Algumas mulheres não conseguem admitir para si mesmas que merecem ajuda, escondendo dos cônjuges e da família seu estado" (IACONELLI, V. - Revista Pediatria Moderna, julho-agosto, 2005).


Os números mostram claramente esta realidade: a Tristeza Materna ("baby blues") acomete até 80% das mulheres, mas devido ao tabu mencionado pode se imaginar um índice até maior. "É um estado de humor depressivo que costuma acontecer a partir da primeira semana depois do parto. Este humor é coerente com a enorme tarefa de elaboração psíquica citada anteriormente (transformação da filha em mãe, a transformação da autoimagem corporal, a administração da relação entre a sexualidade e a maternidade). De forma geral, a mulher sente que perdeu o lugar de filha sem que tenha ainda segurança no papel de mãe; que o corpo está irreconhecível, pois se já não é mais de uma grávida tampouco retomou sua forma original; que entre ela e o marido encontra-se um terceiro elemento. O bebê emerge como um outro ser humano aos olhos desta mãe e precisa encontrar um espaço dentro desta configuração anterior (casal) de forma a deixar preservada a sexualidade dos pais. Forma-se o triângulo que remete o casal a suas próprias questões com seus pais" (idem).


O quadro é benigno, à medida que estas questões possam ser elaboradas e regridem por si só por volta do primeiro mês. Aparecem sintomas como irritabilidade, mudanças bruscas de humor, indisposição, tristeza, insegurança, baixa autoestima, sensação de incapacidade de cuidar do bebê e outros.


Lembre-se: "A tarefa de uma mãe de bebê é monótona, desgastante e sem recompensas ou reconhecimento do bebê, a curto prazo. O bebê é impiedoso em suas necessidades e é difícil que a mãe possa atender-lhe se estiver num estado de comprometimento psíquico" (idem).


O conhecimento é essencial na percepção e até mesmo antecipação da existência potencial desta problemática que acomete tantas famílias.


Deixe seus comentários! Espero que tenha gostado deste post!






Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com
Elaine Ribeiro, colaboradora da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia Clínica e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas

FONTE: Canção Nova

LITURGIA DO DIA

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura - 1Sm 24,3-21Salmo - Sl 56Evangelho - Mc 3,13-19

LITURGIA DIÁRIA

EVANGELHO (Mc 3,13-19)

Sexta-Feira, 22 de Janeiro de 2010
2ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá--los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

FONTE: Canção Nova

LITURGIA DIÁRIA - HOMILIA




O ÓDIO MATA O CORAÇÃO

Postado por: homilia
janeiro 22nd, 2010

São Marcos 3, 13-19

Hoje, no Evangelho, nós encontramos Jesus que sobe para o monte; lá o Senhor reza e começa a escolher aqueles que são os propagadores daquilo que Ele veio fazer no nosso meio. Jesus veio fazer o maior ato de reconciliação para conosco. Ato de reconciliação de nós para com Seu Pai. Essa reconciliação se deu na cruz. A nossa missão é essa: reconciliar-nos.

I Samuel 24,13-21

Hoje, nós vimos uma expressão de Saul que queria matar Davi. O povo tinha pedido um rei, o rei deles era Deus, mas eles queriam um rei e o Senhor lhes deu um rei. Saul foi o primeiro rei, mas ele foi decepcionando Deus. O Senhor resolveu escolher um novo rei, que seria Davi, mas este só se tornaria rei após a morte de Saul. Então, este começou uma perseguição muito grande contra Davi porque o ciúme começou a tomar conta do coração dele. O ciúme é um pecado capital e se as pessoas não tomarem cuidado, esse mal se torna um pecado ainda maior e acaba se tornando ódio.

Saul queria matar Davi por causa do ciúme que se tornou ódio. Davi teve a oportunidade de matar Saul, mas ele não fez isso, pois tinha pureza no coração. Não foi simplesmente porque ele era ungido do Senhor que ele não iria matar, mas sim porque ele era filho de Deus.

O mal está nele e não em mim, foi isso que Davi disse. Nós não podemos desejar o mal do outro, mesmo que ele deseje o seu [mal]. Tem muita gente por aí querendo se vingar e isso não vem do Evangelho. Davi lutou contra o mal que estava dentro dele. Lute contra essa tendência maligna dentro do coração de querer se vingar.

O ódio não mata o outro, mata a pessoa que está com ele. Ele mata o coração. O ódio mata e a única solução para ele é evitar alimentá-lo. Faça o bem!

“Passado algum tempo, ofereceu Caim frutos da terra em oblação ao Senhor. Abel, de seu lado, ofereceu dos primogênitos do seu rebanho e das gorduras dele; e o Senhor olhou com agrado para Abel e para sua oblação, mas não olhou para Caim, nem para os seus dons. Caim ficou extremamente irritado com isso, e o seu semblante tornou-se abatido. O Senhor disse-lhe: ‘Por que estás irado? E por que está abatido o teu semblante? Se praticares o bem, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo’” (Gênesis 4, 3-7).

A gente tem sempre que se fazer esta pergunta: “Por que eu estou com raiva? ” Não há necessidade para isso porque o mal está no outro e não em você. Se você não fizer o bem o mal ficará batendo à sua porta. Nós não podemos deixar que ele tome conta de nós. Saia correndo, não o deixe dominá-lo. O mal não pode dominar você. Repito: Faça o bem.

Nós precisamos sempre olhar para o calvário e lá podemos ver a maior manifestação de amor, o maior bem que alguém já fez por nós. O Senhor derramou Seu Sangue por nós. Quem tem de estar dentro de nós é Jesus Cristo e não o demônio!

Nós somos novas criaturas em Jesus Cristo. Domine esse ódio, não o deixe tomar conta de você. Cabe a Deus que essa pessoa por quem você alimenta esse ódio se encontre com Ele, mas não cabe a você a vingança. Peça ao Senhor que não deixe que esse mal dominar você.

O cristão é o “bobo do mundo”, porque todos vão chamá-lo de bobo por você não querer se vingar. Jesus foi chamado de bobo quando foi levado à cruz. Portanto, nós também somos bobos. Somos os bobos que vão conquistar o Reino dos Céus e não vamos deixar que uma bobeira como o ódio nos tire do caminho do Senhor.

Homilia de padre José Augusto
Missionário da Comunidade Canção Nova

FONTE: Canção Nova

SANTO DO DIA




SÃO VICENTE

22 de janeiro

Um santo amado e citado por muitos santos, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Prudêncio e outros que trouxeram à tona o testemunho desse grande diácono e mártir da Igreja.

Nasceu na Espanha, em Huesca, no século terceiro. De uma família muito distinta e conhecida por todos, ele escolheu ser cristão e, assim, viver a santidade.

Vicente viveu num período muito difícil da Igreja. Um tempo em que Diocleciano e Maximiano – imperadores –, começaram a perseguir os cristãos e forçar muitos a se declararem a favor dos deuses; caso contrário, seriam martirizados. O santo de hoje foi um dos que fez a opção por Jesus.

Ele era um grande pregador da Palavra, mais do que isso, buscava viver a Palavra que pregava, esta que é, antes de tudo, Cristo Jesus, o Santo dos Santos, o nosso modelo, o nosso Senhor e Salvador. Diante das ameaças do governador Darciano, ele não recusou a se dizer cristão e fiel ao Senhor.

Os tormentos o perseguiram. Foi um martírio lento, sempre com o objetivo de vencê-lo para que Darciano se desse como herói diante do Cristianismo, mas também com o objetivo de levar São Vicente a renunciar a própria fé, a sacrificar aos deuses. Fiel a Deus e sustentado pela oração, diante de si ele tinha o seu grande amor: Deus. Sendo assim, ele for martirizado aos poucos, até mesmo levado à grelha, tendo seu corpo dilacerado, jogado numa prisão e, por fim, Darciano deixou-o num leito pedindo que cuidassem dele. Ali, sim, ele foi visitado por outros cristãos e entregou-se a Deus.

São Vicente tornou-se modelo para todos os cristãos e também padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e também da diocese de Faro.

São Vicente, rogai por nós!


FONTE: Canção Nova