quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

LITURGIA DO DIA

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura: 2Sm 24,2.9-17 - Salmo: Sl 31 - Evangelho: Mc 6,1-6

LITURGIA DIÁRIA

EVANGELHO (Mc 6,1-6)

Quarta-Feira, 3 de Fevereiro de 2010
São Brás

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele.
4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

FONTE: Canção Nova

LITURGIA DIÁRIA - HOMILIA

O MILAGRE SE DÁ EM NÓS E POR MEIO DE NÓS

Postado por: homilia
fevereiro 3rd, 2010

Jesus volta à Sua terra natal, onde se criou e está acompanhado de Seus discípulos. Aliás, o Senhor sempre se encontra com Seus discípulos. Na verdade, lugar de discípulo é sempre ao lado de seu Mestre.

Somos – pelo menos nos dizemos ser - discípulos de Jesus. Ao lado de quem nos encontramos? Estamos com o Mestre Jesus fazendo Sua vontade e escutando Sua Palavra? Na verdade, precisamos entender que nossa vocação primeira – independentemente do estado de vida que nos encontramos - é estar com o Mestre, como o apóstolo João. Temos um chamado, que é o chamado primeiro: ‘estar com o coração colado no coração do Mestre; o lugar da nossa cabeça, espiritualmente falando, é apoiada no colo de Jesus! Ele volta para casa (Nazaré).

Falar em casa é sempre muito profundo, muito forte, pois toca diretamente na nossa história; história esta que é de salvação. Muitas vezes, nos perguntamos: ‘O que fez Jesus dos doze anos até seus trinta anos quando iniciou a vida pública?’. Simplesmente fez aquilo que de mais importante poderia fazer: viveu, ou seja, intensamente viveu o plano de Deus em Sua vida, preparando-se para a missão. Esta preparação já era o início da missão. Preparou-se em meio aos Seus, em casa, no lar de Nazaré, na simplicidade da vida e na profundidade do relacionamento com o Pai.

As maiores experiências de Deus, os maiores encontros que fazemos com Ele, dão-se nas realidades mais simples da vida. É na simplicidade que Deus sempre nos falou e nos fala. Aliás, é como o amor demonstrado nas pequenas coisas do dia a dia – quem é casado sabe do que falo -, pois grandes coisas qualquer pessoa desesperada faz. Agora, nas pequenas coisas é que o amor é realizado e demonstrado verdadeiramente.

Nesta perspectiva, entendemos o porquê de “tão poucos milagres” acontecerem em nossa vida. O demônio, pelo pecado, infelizmente, trabalhou os nossos olhos espirituais, fazendo com que não venhamos a saborear e a perceber os milagres – que são muitos – acontecendo na nossa vida; principalmente os milagres que Deus realiza por meio daqueles que se encontram tão perto de nós, nossos mais íntimos, nossa família.

Jesus lhes dizia e diz a cada um de nós que “um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. Isso é muito sério! Jesus sempre operará milagres e prodígios na nossa vida utilizando-se de uma mediação humana. Convençamo-nos disso definitivamente! É nas realidades concretas da nossa vida que o milagre acontece. Mas precisamos pedir a cura. Não somente da garganta – hoje celebrando a memória de São Brás –, mas dos nossos olhos, pedindo ao Senhor a graça de enxergarmos tudo e todos a partir da ótica do Coração de Jesus. “Vê bem, quem vê com os olhos do coração; pois o essencial é invisível aos olhos”, já dizia o Pequeno Príncipe. Nossa casa e nossa família precisam ser lugares de milagres. Para isso, no entanto, precisamos sair de nós mesmos, de nossos preconceitos, de nosso individualismo e orgulho para irmos ao encontro do outro.

Muito mais do que realizarmos milagres por meio do Senhor, vivamos a nossa vocação: ser um milagre para os outros, principalmente para aqueles que mais precisam, aqueles que estão muito perto de nós.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

FONTE: Canção Nova

SANTO DO DIA




SÃO BRÁS

3 de fevereiro

O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.

Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.

Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.

São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.

São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.

Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.

Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.


São Brás, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

FORMAÇÕES




UNÇÃO PARA ANUNCIAR

É preciso executar a missão de levar vida e salvação aos outros

Derramar óleo de oliveira na cabeça de determinadas pessoas escolhidas para missões especiais era costume no meio dos judeus. Jesus lembra as palavras de Isaías, aplicando-as a si: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor” (Lc 4, 18-19; Is 61, 1s). Não basta a unção, que é sinal da consagração de Deus. É preciso executar a missão de levar vida e salvação aos outros.


Jesus é chamado Cristo. Quer dizer "ungido". Ele assume a missão, dada pelo Pai, de salvar a humanidade. Ele realiza a libertação no sentido horizontal, mas com o sentido da verticalidade, ou seja, da superação dos males terrenos, mas em vista de se conseguir a felicidade eterna. O Papa Bento XVI nos coloca, na encíclica "Caridade na Verdade", o tema "O Desenvolvimento Humano Integral na Caridade e na Verdade". Ele lembra: “Eliminar a fome no mundo tornou-se, na era da globalização, também um objetivo a alcançar para preservar a paz e a subsistência da terra” (nº. 27). Por outro lado, o Pontífice lembra que “sem Deus o homem não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja” (nº. 78).


Em termos de Igreja, precisamos valorizar, sem dúvida, a consagração das pessoas, mas sublinhando sua finalidade: a de dar vida ao mundo com os critérios de Deus. Para isso, a união ou comunhão eclesial é de suma importância para potencializarmos nossos instrumentos de evangelização. Só a sacramentalização não é suficiente. É preciso instruirmos, formarmos e darmos base de evangelização para se compreender e promover a libertação integral das pessoas. É preciso haver a superação de grupos fechados em si mesmos para ganharmos em comunhão e força de evangelização. Todos podem ter reta intenção, mas é preciso usar meios adequados para nos unir em função de transformar a sociedade com os critérios do Reino de Deus. Somos ungidos para evangelizar. Cumprimos essa missão em comunhão e mútua ajuda. Jesus mandou-nos ser luzes, indicando Seu caminho à sociedade. Na união, nossa luz fica forte e capaz de tirar as escuridões da vida das pessoas.


No mundo, cheio de propostas diferenciadas, somos instados a assumir a Boa Nova de Cristo, deixando-a impregnar nosso ser para testemunharmos sua verdade que salva. O ser humano sozinho, apesar de sua inteligência e seu desenvolvimento cultural, não é capaz de realizar um projeto de vida que o satisfaça plenamente. Só Deus preenche o vazio humano com a realidade de Seu amor. Por isso, recebendo a unção do batismo, temos a possibilidade de contribuir com a realização plena do ser humano, com os valores e os dons do Senhor deixados em Sua Igreja, depositária de Suas graças. Não se trata apenas de ritos, mas de realidade com o conteúdo dos dons de Deus, como Sua Palavra e Seus sacramentos.


Dom José Alberto Moura

FONTE: Canção Nova

LITURGIA DO DIA

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura: Ml 3,1-4 - Salmo: Sl 23 - Evangelho: Lc 2,22-40

LITURGIA DIÁRIA

EVANGELHO (Lc 2,22-40)

Terça-Feira, 2 de Fevereiro de 2010
Apresentação do Senhor

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”.
24Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

FONTE: Canção Nova