quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

FORMAÇÃO




VOCAÇÃO PARA O CASAMENTO

Para isso, é preciso orientação e formação

Vivemos num contexto social de muitas "éticas" até confrontantes. As desculpas para não se seguirem valores inerentes à natureza e a verdades objetivas são muitas. A título de ser moderno ou não retrógrado passa-se, não raro, por cima da verdade e do direito em função do modismo ou da satisfação pessoal. Compromissos com valores da dignidade humana, da família, do sexo, do respeito aos indefesos, do meio ambiente e do bem comum ficam para os que são formados e assumem a altivez de caráter como valor acima de outros interesses.


Na ordem afetiva, sentimental e sexual se fica muito à mercê da propaganda e dos desejos impulsionados pela libido e pela sensorialidade. Tais desejos nem sempre são canalizados por valores que orientam a pessoa à consecução da felicidade como conjugação do prazer momentâneo e aquele da realização de um ideal de vida. Fixando-se mais no animalesco do que no sentido da vida plenificado com valores éticos, morais e sociais, a pessoa está sujeita à irracionalidade do uso e da busca do prazer momentâneo como sendo isso absoluto. Nessa direção, a pessoa se torna insaciável e não encontra no prazer momentâneo um sentido mais elevado e realizador da vida.


Na trilha e na busca de sentido para a convivência matrimonial, pode haver ledo engano de realização humana, quando homem e mulher não se unirem em vista de uma real vocação conjugal. O impulso para o casamento, baseado unicamente no sensorial ou no desejo de os dois se gratificarem na complementaridade afetiva e sexual, frequentemente pode ser rompido com algum desequilíbrio de doação de um pelo outro. Havendo, porém, em ambos, a consciência e o pacto de mútua ajuda para conseguirem um ideal de vida por motivo de um sentido de vida maior, dá-se base de fecundidade na vocação matrimonial. Para isso, é preciso orientação e formação para o valor do casamento como verdadeira vocação. Preparação para tanto é fundamental.


Caso contrário, viveremos cada vez mais a panacéia de uniões que não levam à realização das pessoas que se casam, com as consequências muitas vezes danosas para tantos filhos! Não à toa Jesus Cristo fala da união para sempre do casamento entre homem e mulher, para a busca da felicidade, que está num ideal de vida buscado perenemente. A bênção divina está no bojo de tal encaminhamento. Mas é preciso, nessa direção, haver preparação, vontade e responsabilidade de construção da vida a dois para valer.


Nada, assim, vai tirar o casal do sério de uma vida de amor e doação autênticos. Meios coadjuvantes para isso encontramos na ordem natural e sobrenatural: diálogo, compreensão, boa vontade, colaboração, valorização do outro, perdão, oração, meditação na Palavra de Deus, sacramentos, aceitação das observações do outro, aconselhamento…


Muitos são os obstáculos para que o amor matrimonial corra nessa perspectiva. A influência do paganismo, da mediocridade, a falta de formação e influência de grandes meios de comunicação materialistas dificultam a juventude a se pautar na vida por valores acima apresentados. Aliás, na sociedade vemos duas vocações de fundamental importância: a família e a política. Justamente para as duas há muita falta de preparo! As consequências são óbvias!


A Palavra de Deus nos auxilia para valorizarmos a vocação matrimonial: “Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por Ela… Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo… Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne” (Ef 5, 25.28.31).







Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros - MG

FONTE: Canção Nova

LITURGIA DO DIA

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura - 1Sm 18,6-9; 19,1-7Salmo - Sl 55Evangelho - Mc 3,7-12

LITURGIA DIÁRIA

EVANGELHO (Mc 3,7-12)

Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010
Santa Inês

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idu­méia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.
10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

FONTE: Canção Nova

LITURGIA DIÁRIA - HOMILIA




A INVEJA ENDURECE O CORAÇÃO

1Sm 18,6-9;19,1-7

Postado por: homilia
janeiro 21st, 2010

Saul não soube administrar e conviver com os elogios recebidos por Davi. O mundo em que nós vivemos prega a competitividade e vamos colocando no coração que precisamos ser os melhores. Nós vamos aprendendo que só os melhores se estabelecem e acabamos ensinando isso aos nossos filhos.

Existem muitos programas que ensinam a eliminar os piores e a deixar apenas os melhores. Às vezes, dentro de casa mesmo existe a inveja e vamos deixando essa “erva daninha” crescer dentro da família. No mundo, que prega o sucesso, é preciso eliminar o outro. Nós não podemos acreditar que nós não somos influenciados por essa realidade porque, infelizmente, a “erva daninha” cresce em silêncio. Vivemos em uma competição disfarçada.

A característica do invejoso é que ele é sempre alguém inseguro. A inveja cega. A partir daquele dia Saul não olhou mais com bons olhos para Davi. A inveja também endurece o coração. O remédio para tudo isso é confiar no Senhor. Confiar no Senhor e não temer a eliminação do mundo. Jesus se aproximou dos piores, Ele teve a capacidade de reconhecer o dom dos outros. Cristo teve a capacidade de se aproximar do outro não para ser melhor do que ele, mas sim, para fazê-lo melhor.

Se todos os dias nós não nos levantarmos para tirar as “ervas daninhas” do nosso coração ele será tomado por este mal e acabará destruindo as coisas à sua volta. Peça ao Senhor que tire esta erva daninha do seu coração. Renuncie a esta inveja, escancarada ou disfarçada, que está em seu coração. Seja como Jesus: se aproxime do próximo para fazê-lo melhor e não para ser melhor do que ele.

Homilia de padre Fabrício de Andrade
Missionário da Comunidade Canção Nova

FONTE: Canção Nova

SANTO DO DIA




SANTA INÊS

21 de janeiro

Virgem e mártir, Santa Inês se deixou transformar pelo amor de Deus que é santo. Seu nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia (uma babá) que só a deixaria após o casamento.

Santa Inês tiva cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela; segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é aquela que não passa: a comunhão com Deus. De maneira secreta, ela tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia 'não'. Até que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos.

Tão conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador, ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não foi manchada pelo pecado.

Auxiliada pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para sempre em Cristo.

Santa Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi enterrada.

Santa Inês , rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

MENSAGEM DO DIA




Quarta-Feira, 20 de janeiro 2010

DEVEMOS 'EXORCIZAR" A TRISTEZA DO NOSSO CORAÇÃO

O próprio Jesus passou por tristezas e por isso nos ensinou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo, vós gemereis e vos lamentareis enquanto o mundo se alegrará; sereis contristados, mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (Jo 16,20).

Se nos deixamos escravizar pela tristeza, ela pode causar sérios danos à nossa saúde. A alegria é a mola mestra de nossa vida e o grande remédio para o nosso coração.

“Um coração alegre facilita a cura, um espírito abatido resseca os membros”.(Pr 17,22) Está comprovado que cerca de 90% das enfermidades são psicossomáticas, ou seja, doenças causadas por situações dolorosas que ficaram alojadas no nosso interior. Quando passamos por essas situações, somos feridos em nossa sensibilidade e passamos a cultivar tristeza, ódio, ressentimento, mágoa, angústia, o que acaba comprometendo o nosso físico.

O que devemos fazer é “exorcizar” a tristeza do nosso coração para sermos repletos do Espírito Santo, pois a alegria é fruto da graça de Deus em nós.

Monsenhor Jonas Abib

FONTE: Canção Nova

LITURGIA DO DIA

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura - 1Sm 17,32-33.37.40-51Salmo - Sl 143Evangelho - Mc 3,1-6