quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

SANTO DO DIA




SÃO FRANCISCO XAVIER

03 de dezembro

A Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como "São Paulo do Oriente". Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: "Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?" Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus. Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.

Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.


São Francisco Xavier, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

LITURGIA DIÁRIA

EVANGELHO (Mateus 15,29-37)

Quarta-Feira, 2 de Dezembro de 2009
1ª Semana do Advento

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 29Jesus foi para as margens do mar da Galileia, subiu a montanha, e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel.
32Jesus chamou seus discípulos e disse: "Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho".
33Os discípulos disseram: "Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?" 34Jesus perguntou: "Quantos pães tendes?" Eles responderam: "Sete, e alguns peixinhos". 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
FONTE: Canção Nova

LITURGIA DIÁRIA - HOMILIA




A MISERICÓRDIA, A PIEDADE E A SOLIDARIEDADE DE JESUS Mt 15,29-37

Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
dezembro 2nd, 2009

De fato, a compaixão realiza uma proximidade solidária. Tanto quanto mostra a reciprocidade que põe face a face aquele que oferece e aquele que recebe compaixão. Pois embora a situação de carência os distinga, a humanidade que partilham é a mesma. Diversamente do caso de Deus, que age com a distinção da graça: sendo Ele divino, se compadece da humanidade realmente, sem renunciar à sua divindade, aproximando-se de nós por gratuita benevolência. Fato extremo e contraditório humanamente falando, dessa divina compaixão que se dá na Encarnação, Paixão e Ressurreição do Verbo, Jesus de Nazaré. A piedade divina assume a miséria humana historicamente, para elevar a humanidade à comunhão com Deus. Assim, a divina compaixão se mostra claramente no mistério da piedade de Deus que nos devolveu a liberdade e a dignidade de filhos de Deus.

O Novo Testamento usa geralmente a palavra piedade, compaixão ou benevolência nos remetendo a seguinte idéia: a piedade é o clamor que a humanidade eleva a Deus, como entoamos na liturgia judaica e cristã.: Senhor tende piedade de nós.

Nas relações fraternas, a compaixão move o sujeito ao próximo carente e miserável, abrindo as portas da solidariedade. Tal comportamento diferencia o homem justo do injusto. De fato, a piedade está mais ligada à justiça, do que ao sentimento de pena ou dó. Se o Direito tarda em socorrer os aflitos, a compaixão nos leva solicitamente até eles, favorecendo obras de misericórdia. Assim, a compaixão adianta-se à Lei e garante que o bem seja feito, a começar dos mais carentes. Compaixão, piedade e justiça caminham juntas.

Em Mc 6,30-44, cena da primeira multiplicação dos pães, a compaixão de Jesus é retratada em cores fortes e dinâmicas. Tudo começa com sua sensibilidade: mais que mestre, ele é o amigo atento às necessidades dos discípulos. Percebe-os cansados e esgotados. Então os convida a irem, com Ele, a um lugar deserto, na outra margem do lago, para repousar. Aqui, o deserto, a outra margem das águas e o repouso – oferecido pelo Cristo – nos remete ao tempo que Jesus virá restaurar a humanidade inteira e os congregará junto de Deus Seu Pai, em paralelo com Mt 11,28: Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e vos darei descanso. Jesus é novo Moisés que, qual pastor, guia o povo no deserto, atravessa as águas e os leva a repousar (cf. Sl 95,7-11).

Esta sensibilidade diante do cansaço dos discípulos sinaliza a compaixão de Jesus, presente em seu coração. Em seguida, Ele literalmente se comove, quando a multidão de pobres e enfermos o alcança, chegando às margens de Tiberíades antes dele e dos discípulos: Assim que Ele desembarcou, viu uma grande multidão e ficou tomado de compaixão por eles, pois estavam como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

O olhar: Jesus vê a multidão e suas entranhas se comovem. O olhar ativa a segunda esfera da compaixão em Jesus, que agracia o povo com sua palavra salvadora: “E começou a ensinar-lhes muitas coisas”.

Contudo, o ensino não basta. A noite vem e o povo faminto inspira cuidados. Jesus questiona os discípulos, organiza o povo em grupos, toma pães e peixes, bendiz a Deus, dá início à partilha e sacia a multidão. Eis a terceira esfera da compaixão: a dádiva do alimento. Com isto, o lugar deserto se torna grama verde: a mudança no cenário mostra Jesus como o pastor que conduz o rebanho às verdes pastagens, onde comem e descansam (cf. Sl 23,2; Jo 10,3). Onde há compaixão, há partilha; e onde a partilha acontece, a vida se renova, como relva que germina em pleno deserto!

O olhar favorece a compaixão e seus frutos, como a benevolência, o perdão e a cura. Precisamos educar o olhar para sermos compassivos. O evangelho nos ensina isto e mostra o contraste entre Jesus que vê a multidão e a compreende, e os discípulos, que têm os olhos vendados pelo legalismo econômico. Ele manda que sejam eles a dar de comer ao povo, a ter compaixão e a partilhar, porque eram incapaz de vê-la realmente.

Eis aqui o apelo do evangelho a todos nós, cristãos e cristãs: pousamos sobre as pessoas um olhar de compaixão? Não por acaso, o evangelista João insiste que olhemos para o Cristo transpassado, imagem da humanidade ferida de dor, violência, miséria e opressão: “Olharão para aquele que transpassaram (Jo 19,37).

Pai, a acolhida que teu Filho Jesus me dispensa deve mudar profundamente o meu coração. Que eu seja transformado por Ele e me torne mais disponível para Ti e seja cada vez mais misericordioso para com os meus irmãos e irmãs.

FONTE: Canção Nova

SANTO DO DIA




Hoje a Igreja nos apresenta São Cromácio, Bispo de Aquiléia (Itália). Esta cidade da Europa, por um tempo foi muito importante para o Império Romano, que a tinha como centro político e principalmente para o Cristianismo, pois São Jerônimo a chamou: "Comunidade de santos".

Neste contexto que, no século IV, Cromácio aparece como pertencente do Clero de Aquiléia e ajudante fiel do Bispo Valeriano. Cromácio nasceu em Aquiléia no ano 345. São Cromácio colaborou na organização da diocese e na luta contra o Arianismo, que semeava a mentira em que Jesus Cristo seria criatura escolhida, e não Deus.

A casa de São Cromácio era centro de atividade espiritual, de estudo, oração e encontro de amigos sacerdotes e leigos, dispostos a cresceram para Deus. Quando Valeriano morreu, todos - Clero e o povo - não tiveram dúvida em aclamar Cromácio para Bispo de Aquiléia. Isto em 388.

Como Bispo, foi santo e sábio pastor, culto, enérgico na defesa da doutrina e incansável na evangelização dos povos, o próprio São Cromácio se destacou como pregador e escritor, além de cooperar para que São Jerônimo e Rufino trabalhassem cada um na sua tradução das Sagradas Escrituras.

São Cromácio faleceu em sua cidade - Aquiléia - no ano de 408, local que jamais esqueceu deste santo Bispo.

São Cromácio, rogai por nós!
FONTE: Canção Nova

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

LITURGIA DIÁRIA

EVANGELHO (Lc 10,21-24)

Terça-Feira, 1 de Dezembro de 2009
1ª Semana do Advento

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

21Naquele momento Jesus exultou no Espírito Santo e disse: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, senão o Pai; ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar". 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: "Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir".

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

FONTE: Canção Nova

LITURGIA DIÁRIA - HOMILIA




FELIZES OS QUE VÊEM Lc 10,21-24

Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
dezembro 1st, 2009

A alegria é uma característica de todo cristão porque primeiro foi de Cristo, é dom do Espírito Santo para todo batizado, é o que os primeiros cristãos possuíam (cf At 2, 46) e todos nós devemos ter. Mas, porque Jesus exultou de alegria naquele momento? Porque viu os planos do Pai se concretizando de uma maneira que é bem característica da Santíssima Trindade. Jesus reconhece, exulta de alegria vendo a humanidade mais uma vez participar das grandezas divinas. Nosso Senhor glorifica seu Pai porque Ele não escolheu os “sábios e entendidos” para serem os primeiros discípulos do Mestre, mas os pequeninos: povo sem estudo, sem muito entendimento, que não era capaz de muita coisa.

Creio que Jesus, em sua humanidade, tenha se desanimado um pouco ao olhar para aqueles 72 discípulos e ver a realidade. Tinha sido Ele mesmo que os havia escolhido por desígnio do Pai, mas Ele aconselha-os a rezarem ao Senhor pedindo mais operários para a messe (cf. Lc 10,2) pois aqueles não pareciam suficientes. Jesus reconhece que seus discípulos são ovelhinhas perto dos lobos astutos e inteligentes, mas envia-os acreditando que esses mesmos lobos darão a eles o sustento do dia de modo que nem precisam levar bolsas (cf. Lc 10,3-7), pois serão portadores da paz.

Apesar de toda a fé perfeita própria da divindade de Jesus, é difícil para a sua humanidade entender que essa gente com pouca instrução “dará conta do recado”.

Os 72 discípulos voltam alegres dizendo que até os demônios se submeteram a eles pelo nome de Jesus. Parece incrível, não? É como a profecia de Isaías na qual é prometida a harmonia entre lobo e cordeiro, pantera e cabrito, touro e leão, vaca e urso, criança e víbora. Tudo isso será possível porque sobre o nosso Salvador repousa o Espírito Santo com todos os seus dons e porque Ele não julga pelas aparências nem pelo ouvir dizer, mas com retidão e justiça. (cf. Is 11,1-8)

Esta é uma grande lição para todos aqueles que ficam tardando para dar uma resposta ao Senhor porque se acham incapazes, fracos, pequenos. Somente os pequeninos, isto é, os que abrem o coração e não colocam a razão em primeiro lugar, poderão distinguir os prodígios e milagres que acontecem quando o reino de Deus se lhes manifesta pela ação do Espírito Santo. Jesus louvou o Pai e exultou no Espírito quando os seus discípulos “enxergaram” as maravilhas que ocorreram quando eles saíram anunciando o Reino. “Felizes os olhos que veem o que vós vedes!” Quando nos dispomos a divulgar o Reino dos Céus aqui na terra, é sinal de que ele já está acontecendo na nossa vida e, na medida em que nós nos abrimos, mais e mais nós vamos experimentando a alegria e a felicidade interior. O Pai se dá a conhecer através da revelação do Filho e quanto mais nós conhecermos a Jesus, mais nós teremos comunhão com Deus Pai e assim estaremos vivendo a felicidade tão almejada.

Pensar assim seria ter um olhar puramente humano que não leva em consideração a misericórdia de Deus e seu poder soberano. Afinal, todas as coisas foram entregues à Jesus pelo Pai e Ele as dá a quem lhe apraz e quando lhe aprouver.

O que vale para Ele não são a inteligência e sabedoria humanas, mas o conhecimento de Deus, e “Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho quiser revelar” (Lc 10,22). Ditosas são as nossas almas quando acreditamos na misericórdia e bondade do Senhor, mesmo que nossos olhos carnais não o tenham visto.

Obrigado, Pai, por nos conceder a oportunidade de Te conhecer mais profundamente. Obrigado, Jesus, por nos apresentar o Pai, e nos aceitar como irmãos teus, a medida que agimos como Tu nos ensinastes. Obrigado, Espírito Santo, por nos santificar, dando-nos coragem para enfrentar as batalhas do dia-a-dia, e dando-nos paciência para esperar o momento de Deus para aquilo que não podemos mudar. E que na hora certa nos fazes ouvir as palavras do Mestre: Felizes são as pessoas que podem ver o que vocês estão vendo! Jesus, Caminho, Verdade e Vida, Aquele que nos revela o Pai, dá-me um coração puro para acolhê-lo e reconhecê-lo nos momentos diversos de minha vida com a ajuda de Tua Graça.

FONTE: Canção Nova

SANTO DO DIA




SANTO ELÍGIO (Santo Elói)

01 de dezembro

Santo Elígio nasceu em Limoges no ano de 588, de nobre família galo-romana, exerceu várias profissões e chegou a Bispo.

Elígio (também conhecido pelo nome de Elói) que em Paris tinha trabalhado como aprendiz junto com o superintendente de confecções de moedas reais, empenhou-se tanto e com tamanha honestidade que, com o precioso metal (ouro) que lhe foi fornecido para fazer um trono para o rei Clotário II, ele fez dois tronos, isso valeu-lhe a promoção de diretor da casa da moeda e ourives do rei. Ainda existem muitas moedas assinadas por Elígio e sabe-se que, em determinada altura, também cunhou moedas em Marselha.

No tempo de Dagoberto II, filho e sucessor de Clotário II, Elígio foi um dos conselheiros mais influentes do rei. Diz-se que os enviados dos príncipes estrangeiros se avistavam previamente com ele, antes de serem recebidos oficialmente pelo soberano. Era diplomata hábil e por mais de uma vez conseguiu evitar a guerra. Gozava de tanta confiança junto do rei, que não só se permitia fazer-lhe reparos sobre a indumentária descuidada, mas também sobre a sua vida privada que, como se sabe, deixava ainda mais a desejar.

O tempo que sobrava a este homem da corte, dos seus negócios e orações, de acudir aos pobres, remir cativos ou libertar escravos, empregava-o em honrar com a sua arte as relíquias dos santos. Atribuem-se-lhe os relicários feitos para S. Germano de Paris, S. Piat, S. Severino, S. Martinho, Santa Comba e Santa Genoveva. Diz-se que decorou também com trabalhos de ourivesaria o túmulo de S. Dinis. Além disso, fundou mosteiros, entre os quais um perto de Solignac em Limousin, outro dedicado a S. Martinho de Noyon e ainda outro a seis milhas de Arrás, numa colina que depois se chamou Monte de Santo Elói (Santo Elígio).

Em 639, morto o rei, demitiu-se de todos os cargos, para entrar na vida eclesiástica, tendo sido ordenado sacerdote por Deodato, Bispo de Mans. Foi sagrado Bispo em Ruão, no dia 14 de maio de 641, e ocupou desde então a Sé Episcopal de Noyon. Foi grande organizador, apóstolo cheio de zelo, sabedoria e bondade. A sua atividade irradiou para Flandres, Holanda e até, segundo se conta, para a Suécia e Dinamarca.

Faleceu no ano de 659 com 71 anos de idade.

Santo Elígio, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova