terça-feira, 30 de abril de 2013

FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS





É IMPOSSÍVEL SER AMIGO DE JESUS, SENDO INIMIGO DA IGREJA!





                          O fundamento da fé católica está estreitamente ligado a Jesus.

           “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15, 14). Assim Jesus explicava aos discípulos e apóstolos em seus últimos encontros antes da sua paixão. Era um sermão amigável, de encontro fraternal e cheio de Amor. Jesus se despedia enchendo o coração de cada um dos seus seguidores, a fim de prepara-los para o grande momento do seu ministério terreno. Eles não compreendiam com clareza, mas Jesus sabia que após tudo consumado e sendo eles batizados com o Espírito Santo, todos esses ensinamentos se tornariam manifestos na Luz.
Cada um dos discípulos e apóstolos teve a sua oportunidade de fazer uma experiência com Jesus ressuscitado. O que não puderam entender com Jesus vivo falando com suas palavras, certamente o Espírito Santo revelou em sua intimidade. Portanto, Jesus realizou toda a sua missão com eficácia de Mestre e os apóstolos puderam continuar a sua missão, não como homens comuns, mas como verdadeiros amigos de Jesus, que agora deixou de ser um homem e se transformou em Igreja.
Em se tratando de fé, não existe outro meio de seguir as pegadas do Mestre sem estar nesta profunda comunhão com Jesus. Jesus se fez Igreja para continuar a sua missão. Esta transformação parece doer em nossa carne, assim como doeu no coração dos fariseus, doutores da lei e etc. Não está em nosso entendimento humano acreditar que Jesus se transformou em alimento para nós através da Eucaristia. Se eles não entenderam quando Jesus falava que precisariam comer da sua carne e beber do seu sangue, também nós não entenderemos sem estar estreitamente unidos a Ele.
Jesus é o amigo que deu a sua vida pelos amigos. Seguir Jesus não é diferente nos dias de hoje. Ser amigo de Jesus é dar a vida por Ele. É dar a vida pela Igreja, que hoje é a vida Dele. Cada um que se torna cristão católico através do batismo e confirmado com crisma, também se torna amigo íntimo de Jesus. Não estando em perfeita comunhão com a Santa Mãe Igreja e querer seguir Jesus, se torna impossível. Para ser amigo de Jesus e falar em seu nome é-nos necessário viver a plenitude de todos os Sacramentos.
Não se trata de uma simples imposição, mas de uma escolha. Optar por Jesus é escolher o caminho da Igreja. Jesus se revela a quem se torna corpo do seu corpo. Querer ser cristão apenas para viver os benefícios da salvação é desejar o que não existe. Jesus fundou a “sua” Igreja e não suas igrejas. E na sua Igreja deposita toda a sua esperança.
Estejamos certos da nossa escolha, pois somos caminhantes por vias desconhecidas e não existem homens capazes de nos ensinar as vias da Luz, sem serem os homens que se tornaram verdadeiros amigos de Jesus. Esses são os que deram a vida pela Mãe Igreja, hoje e ontem!

Pedimos a Todos os Santos e a Virgem Maria que intercedam por nós que ainda peregrinamos aqui na terra em busca da Pátria definitiva, onde esperamos reunir todos que se tornaram amigos de Jesus, com o Pai.

Deus seja louvado e adorado!

Carlos Alberto Batista – Comunidade Católica Pedras Vivas

segunda-feira, 29 de abril de 2013

FORMAÇÕES


                         A ALEGRIA DO SENHOR



Não faz bem para as pessoas uma vida calcada no desânimo.

Não faz bem para as pessoas uma vida calcada em atitudes de tristeza, de desânimo e sem capacidade de reais iniciativas. Isso não é próprio dos que procuram se apoiar numa espiritualidade de adesão e de sintonia com o Senhor, com o Mestre da vida, Jesus Cristo. Aí está a fonte verdadeira da alegria.


Ser pobre e oprimido, mesmo com os sofrimentos que isso causa, não é motivo de tristeza. Por outro lado, a riqueza material e a liberdade nem sempre proporcionam a autêntica alegria. Poderão ocasionar uma falsa alegria! Elas não conseguem, às vezes, atingir a identidade da pessoa.


A alegria é um estado de espírito que vem do amor, da entrega total da vida ao outro no sentido de doação e de reconstrução da própria identidade. Isso é mais forte quando feito às pessoas mais simples e oprimidas. Tem relevância na sensibilidade para com os que sofrem com as catástrofes, os flagelados.


A sociedade é um todo, como um corpo, formada por membros diversos e com funções diferentes. Não importa ser livre ou escravo. Importa colocar as qualidades recebidas e dons naturais a serviço do bem comum de todos.


O mal é capaz de criar os pobres e de colocá-los em desespero, porque tira deles a esperança. É preciso abrir para eles novos horizontes e capacidade de reerguimento. Só a Palavra de Deus é capaz de dar luz e estabelecer a liberdade, condição fundamental para acontecer a verdadeira alegria.


A força do Espírito do Senhor questiona e salva a humanidade, começando pelos mais simples e excluídos. Proporciona aos membros da comunidade a capacidade de comunicação e de serviço de uns para com os outros, na solidariedade e na fraternidade, não deixando que a tristeza domine as pessoas.


A lei do amor liberta e supera as leis que oprimem os indivíduos no aspecto físico, econômico e político. Ela tem o projeto de vida, de liberdade e de salvação. É preciso despertar as consciências desfalecidas diante do que é negativo na cultura moderna.





Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto

FONTE: Canção Nova

FORMAÇÕES - CANÇÃO NOVA

                           PÁSCOA, SEU REAL SENTIDO

                                      

                   Vivenciamos os mistérios da vida de Cristo             



Páscoa (do hebraico Pessach) significa passagem. É uma grande festa cristã para nós, é a maior e a mais importante festa. Reunimo-nos como povo de Deus para celebrarmos a Ressurreição de Jesus Cristo, Sua vitória sobre a morte e Sua passagem transformadora em nossa vida.


O Tempo Pascal compreende cinquenta dias a partir do domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes, vividos e celebrados com grande júbilo, como se fosse um só e único dia festivo, como um grande domingo. A Páscoa é o centro do Ano Litúrgico e de toda a vida da Igreja. Celebrá-la é celebrar a obra da redenção humana e da glorificação de Deus que Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a morte; e ressuscitando, renovou a nossa vida.


Foi com a intenção de celebrar a Páscoa de Cristo que, desde os primórdios do Cristianismo, os cristãos foram organizando esta bela festa. Mas a partir de muitas propagandas midiáticas e de muitos outros costumes da nossa sociedade, vemos, sem dúvidas, que essa bela intenção foi se perdendo. Para muitos a Páscoa virou sinônimo de um "feriadão" ao lado de muitos outros feriadões, com o único objetivo de quebrar a monotonia da vida; com intenções e modos que não expressam os reais valores e sentidos da grande festa que é a Páscoa.


Em muitas casas, a Páscoa é vivida de forma paganizada e estragada pelas bebidas e orgias desse mundo, sem um mínimo de senso religioso ou moral; ou como um mero folclore, um mero tempo para viajar, comer chocolates e descansar de suas fadigas. Assim, um tempo que nasceu para construir laços familiares e renovar a nossa sociedade com valores perenes, acaba não atingindo o seu objetivo.


As confraternizações, os alimentos específicos e muitos outros costumes são importantes e nos ajudam a celebrar a Páscoa, mas não podem nos desviar do seu principal e essencial sentido. Hoje, temos uma geração que não entende nada do verdadeiro sentido da Páscoa, mas devemos celebrá-la bem – nós que não nos fechamos às suas origens e sabemos que ela é mais do que um "feriadão"; é uma "grande semana" na qual vivenciamos os mistérios da vida de Cristo e os mistérios da nossa própria vida.


Todos nós cristãos devemos, hoje, nos comprometer em nos mantermos fiéis às nossas origens e celebrarmos o sentido original, belo e profundo da nossa maravilhosa festa, que é a celebração da Ressurreição do Senhor. Que nossas boas obras e nossas vozes, em cada canto das nossas cidades, possam levar a alegria do Ressuscitado; sobretudo aos pobres, doentes, distanciados e a todas as pessoas, pois são amadas pelo Pai.


Irradiemos ao nosso redor a esperança e a certeza da presença de Cristo Ressuscitado. Que se encha nosso olhar de luz, como os das mulheres que viram o sepulcro vazio e o Filho de Deus ressuscitado (Mt 28). Que possamos também nós, numa só fé, exclamar como elas “o Senhor Ressuscitou, aleluia”.

Pe Geraldinho - Com. Canção Nova
blog.cancaonova.com/padregeraldinho
FONTE: Canção Nova

FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS

                             
 


                               OS CRISTÃOS NO MUNDO



                                      "Eu sou a Luz do mundo" (Jo 8, 12) 



                                         Logo após aquele episódio com Maria Madalena onde os fariseus a jogaram na presença de Jesus a fim de colocá-lo em prova sobre o fato do adultério, houve logo após um questionamento da parte dos fariseus com relação a Jesus ter dado testemunho de si mesmo. Para eles o testemunho de Jesus não era verdadeiro. Isso pelo fato Dele ter dito: "Eu sou a Luz do mundo. Aquele que me segue não anda nas trevas, mas possui a luz da vida" (Jo 8, 12).
Em sua relação de Mestre com seus os discípulos e os apóstolos, Jesus ensinava com autoridade e mostrava com seus ensinamentos e, muito mais pela prática da sua vida. No entanto, algumas palavras confundiam a mente de todos por suas características espirituais e de difícil entendimento pelas práticas humanas, assim como essas do Evangelho de João.

No entanto, sabemos que após a Igreja de Jesus Cristo ser ratificada no acontecimento do Cenáculo, todos os presentes foram contemplados com o batismo e a efusão do Espírito Santo, daí, tudo foi claramente revelado e a Luz abriu a mente e o coração de cada um. Com isso, o novo povo de Deus começou a viver olhando as coisas e as pessoas diferentemente da forma que viam antes. Tudo ficou claro e as coisas escondidas não mais existiam. Nasciam naquele momento os cristãos: aqueles que se tornariam os cristos no mundo. 

Quem são hoje os cristãos no mundo? Podemos dizer que os cristãos não se diferenciam dos outros homens em qualquer parte do mundo, nem pela língua falada, nem pelos costumes e nem pelas instituições. Com certeza, não moram em cidades próprias fundadas por eles mesmos, nem utilizam linguagem diferente ou estranha, e muito menos levam uma vida diferente. Não foram pelas suas iniciativas que se tornaram cristãos e nem vieram de si mesmos a sua doutrina, bem como, não se apoiam em dogmas humanos como tantas outras instituições, religiões e culturas. 
Moram em qualquer cidade conforme a Providência Divina os enviam, sem perder os costumes do povo e do lugar.

Expõem suas vidas com naturalidade e se tornam referência de Amor para todos, sem nada buscarem para a sua própria comodidade. O incrível modo simples de viver consegue testemunhar a divina presença do Mestre, em seus olhares e nos seus singelos gestos de carinho. Estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram no mundo, mas tem no céu a sua cidade. Obedecem rigorosamente as leis estabelecidas, mas com a própria vida são capazes de fazerem muito mais daquilo que está escrito nas leis. São capazes de amar a todos sem distinção e são odiados e perseguidos por estes mesmos que amam. São pobres, mas nada lhes faltam. Não possuem absolutamente nada, mas vivem na abundância. Não se apegam a nada, pois a nada consideram como propriedade sua. Fazem o bem, mas são maltratados como se fizessem o mal. 

Assim caminham os cristãos pelo mundo. Suas características são percebidas pelo olhar bondoso e carinhoso. Seus passos caminham sobre o chão duro do mundo, mas seus pés sentem a leveza da região celeste. Seus sofrimentos são mais os pesados, mas a dor se transforma em remédio que cura e fortalece o seu coração. Os cristãos estão no mundo, mas não pertencem ao mundo! 

Seguindo fielmente os ensinamentos do Mestre Jesus, os Cristãos se armam com todas as virtudes humanas, tornando-as capazes de acumular as virtudes Divinas. Lavam suas vestes das imundices do mundo e na claridade exigida se tornam Luz no caminho da vida. Vão iluminando por onde passam e as sementes de Amor caem pelo caminho esperando pelo Agricultor que vem cultivando conforme o terreno adubado e preparado. Santificam o que pegam e purificam o que olham. Não são reconhecidos no mundo quando vivem, mas ao morrerem jamais serão esquecidos! 

Graças e louvores sejam dadas ao Pai e Criador, pois foi Ele quem constituiu os cristãos no mundo. Foi Ele quem fez seu Filho nascer e viver como nós a fim de deixar a herança da vida nova. Foi Ele quem constituiu o povo para seguir pelo caminho que leva à Pátria definitiva. Portanto, o Cristão vive pela fé e nunca pela visão. Fechar os olhos para o mundo é a chave que abre a porta do céu. Caminhar pelo vale de lágrimas é banhar-se nas águas torrentes da vida eterna. Sofrer é viver. Viver é morrer. Morrer é nascer!

Vem, Espírito Santo! Vem, Espírito que dá a vida! Vem iluminar o seu povo sedento de Luz!

Deus seja louvado e adorado!

Carlos Alberto Batista - Comunidade Católica Pedras Vivas

domingo, 28 de abril de 2013

FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS

       


          UMA IGREJA AINDA MAIS FORTE


           Passados pouco mais de dois meses depois da posse do novo Papa, a Igreja continua a sua peregrinação terrestre sob a orientação e comunhão com o Espírito Santo; sob a condução permanente do Cristo Jesus, seu fundador; sob os olhares atentos do Pai, o Criador; sob a vigília amorosa da Virgem Maria Mãe da Igreja; sob a intercessão de todos os Anjos e Santos e na fé de todos os consagrados de Deus e de todos os cristãos católicos batizados. 

Em se tratando do Santo Padre, o Papa Francisco, estamos vivendo com ele uma nova espiritualidade e também um novo carisma, mas sem que isso se torne um espanto para nós fiéis, pois sabemos que a Santa Mãe Igreja é rica em dons e carismas. A Igreja nunca para somente num mesmo modo de ser Igreja no mundo, mas vive a sua missão naquilo que é necessário para cada geração, desde a sua fundação. 

Hoje, neste tempo, estamos vivendo um período de descristianização, ou seja, o mundo está se tornando paganizado. As pessoas estão deixando de lado a sua capacidade de viver espiritualmente, a fim de viverem sem compromisso com a eternidade. Estão colocando a sua esperança apenas neste mundo, onde conquistar os nossos desejos e responder aos nossos prazeres se tornaram uma busca frenética, sem limites.

O povo está sendo massacrado com tantos atrativos, que vistos com o coração impuro e sem vida espiritual, se tornam deliciosos ao paladar e cheios de prazer; logo se tornam objetos de desejo e ninguém mede esforços a fim possui-los. Com o mundo globalizado e numa rapidez de comunicação, todos nós estamos diante da mesma armadilha, não ficando ninguém de fora das tentações. 

Diante desta realidade, a Santa Mãe Igreja vai sendo também massacrada, pois seus membros são as mesmas pessoas que recebem no dia-a-dia tudo aquilo que o mundo vai criando para subornar a mente e o coração. Como sabemos o mal não vem fazendo propaganda de que é mal, mas vem sempre como o melhor dos atrativos. O inimigo de Deus sabe muito bem como pegar o homem e a mulher em sua fraqueza. Sabe muito bem onde agir para desestabilizar uma família. Sabe muito bem como tirar todos nós da comunhão com Deus. Sem a sincronia perfeita com Deus, ficamos todos nós à mercê do mal e do pecado.

Por isso, hoje temos não só um Papa para solidificar a nossa fé, mas um novo Pontífice com o título de Papa Emérito. Um homem de fé que nos deixou um legado de esperança, no entanto, estando ele ainda entre nós para conformar a nossa caminhada com a vida do Mestre Jesus. Como é bom ter um Papa na direção da Igreja e mais um Papa fortificando a Igreja através da sua fé e oração.


Obrigado, Senhor, por fazer esta geração conhecer mais intimamente suas palavras e sua ação. Diante de tantos motivos para cairmos na fé e na esperança, lá vem o Senhor a mostrar o zelo pelo seu povo. Obrigado, Senhor, pelo "Ano da fé". Obrigado, Senhor, por deixar entre nós o homem da fé.  Obrigado, Senhor, por não deixar cair a fé dos seus escolhidos.


Rogamos à Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento que revele a todos nós os meios para vermos o rosto de Cristo no rosto de todos os nossos irmãos, principalmente no rosto dos mais pobres e rejeitados neste mundo.


Deus seja louvado e adorado!


Carlos Alberto Batista - Comunidade Católica Pedras Vivas


            

FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS

                                       


                     A RAZÃO DA NOSSA ESPERANÇA



                          "Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21, 5b)


                    
                         Como é bom meditar a Palavra de Deus, principalmente quando conseguimos entrar no âmbito da leitura com a mesma espiritualidade do autor sagrado. Como é ainda melhor quando esta Palavra anunciada pelo autor chega ao nosso íntimo e transforma todo  nosso ser. Sim, é tudo de bom, como diz a juventude nos dias de hoje! 
Quando a Palavra de Deus mexe em nosso interior, cria em nós um desejo de viver aquilo que Ele fala. Deus fica tão próximo de nós, que acabamos entrando na realidade da sua Palavra; isso nos leva a um gozo espiritual de rara alegria. 

Neste "Quinto domingo da Páscoa", a Liturgia nos traz Palavras de conteúdos extremamente ricos em seu contexto histórico. Lembramos que todas as palavras contidas nas Sagradas Escrituras são extremamente importantes, mas estamos vivendo o período pascal e as passagens bíblicas escolhidas para esse tempo da Igreja, enriquece ainda mais a mensagem divina. Por isso vivemos esses dias buscando no coração de Deus toda a mensagem que confirme a nossa fé, nos enriqueça na esperança e nos fortaleça em seu Amor.

Meditando em cada Palavra, somos envolvidos pela forma concreta e real em que os autores descreveram a experiência com O ressuscitado. São palavras de vida e esperança! 
Descrevendo o que narra João Evangelista no capítulo vinte e um, que diz: "Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes" (Ap 21, 4), parece arder o nosso coração como ardeu o coração dos discípulos de Emaús. São palavras que transformam a nossa vida e muda a nossa história. 
Palavras que renovam a nossa esperança e faz crescer em nós o desejo de viver esta realidade descrita. Este é o Reino de Deus anunciado e instaurado por Jesus. É a Jerusalém Celeste. É pra lá que vamos!

Hoje, somos atraídos para viver antecipadamente essa verdade que lemos e meditamos. A Santa Mãe Igreja oferece os elementos necessários que comprovam a veracidade da sua missão. Está nos Sacramentos tudo aquilo que nos faz entrar na profundidade deste mistério. Deus é ágil em sua capacidade de dar sentido em tudo que cria. Não seria justo que nós Cristãos não possuíssemos meios para entendermos e tornar reais as mensagens divinas. No entanto, em nosso batismo recebemos o Espírito Santo, o mesmo que revelou tudo a todos os autores sagrados. Por isso, basta-nos crer na realidade divina da Santa Mãe Igreja e fazer dela o nosso principal caminho. Fazer dela as vias deste encontro pessoal com Cristo Jesus, que se revela através da fidelidade aos Sacramentos. 

Somos todos chamados a viver as realidades Evangélicas. Só assim poderemos ver Jesus. Só assim poderemos antecipar a vida eterna prometida e realizada em Jesus. Só assim poderemos sentir a alegria daquilo que ainda não vivemos e não vemos. Pois, a fé descrita na Bíblia é viver e possuir aquilo que se espera. É ainda, perceber realidades que não se vê. (Cef Hb 11, 1)

Esta é a nossa sorte: Viver agora o que ainda não veio: A Jerusalém Celeste!

Pedimos a Nossa Senhora de Todos os Povos que nos ensinem a buscar na vida do seu filho Jesus, todas as garantias da vida eterna. 

Deus seja louvado e adorado!

Carlos Alberto Batista - Comunidade Católica Pedras Vivas

sábado, 27 de abril de 2013

FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS

                       



                     
                       
EM MISSÃO TÃO DIFÍCIL, TEMOS DE SER SANTOS

                   



                   "Sobretudo, revesti-vos no Amor, que une a todos na perfeição."  
                                                                Cl 3, 14)
         


              Quando entramos nesta escola de Jesus, onde cada um daqueles que decide viver na radicalidade do Evangelho, também nós entraremos na lista dos que irão sofrer as dores do martírio, pois não só virão os sofrimentos interiores da renúncia, do despojamento como também os sofrimentos exteriores, tais como: perseguições, incompreensões, humilhações, fadigas, viagens, etc.

As histórias da vida dos santos são coroadas de amostras desta natureza, onde o sofrimento aparece como fundamento mais preciso para fortalecer a fé e perseverar no anúncio do Reino de Deus. Todos eles, homens e mulheres, que deixaram tudo em favor do Evangelho, dão testemunhos que por vezes não conseguiremos entender como foram capazes de suportar. No entanto, precisamos sempre lembrar que a escola desta vida do Evangelho tem como referência o próprio Senhor Jesus.

Nos dias de hoje, talvez o sofrimento não seja tão assustador, pois as perseguições dos cristãos não são como nos dias passados. Mesmo assim, sabemos que ainda existem países que perseguem cristãos, até tirando-lhes a vida, mas em proporções muito menores que antigamente. Mas, podemos concluir que os sofrimentos do momento presente têm a mesma proporção de dor como em todos os tempos, pois aqueles que se entregam ao projeto da salvação vivem as tentações de um mundo secularizado, onde os atrativos perseguem a todos com uma força brutal. 

As dificuldades encontradas pelos cristãos que antecederam esta geração podem ter um peso maior pelos critérios de perseguições: não só eram perseguidos por serem cristãos, como também, muito pior, por anunciarem e propagarem a fé em Cristo Jesus. Hoje, podemos dizer que Jesus ainda não foi anunciado a todos os povos, mas que já é conhecido por quase toda a humanidade, nem que seja somente por meios de comunicação social. Em face desta facilidade de comunicação, as missões estrangeiras diminuíram bastante, o que torna mais simples o anúncio de Jesus. 

Portanto, os missionários de Cristo dotados de uma profunda comunhão com a Santa Mãe Igreja, sendo sacerdotes, religiosos ou leigos, vivem numa dimensão de dificuldades tal e qual a todos os cristãos de todos os tempos. Hoje, somos perseguidos pelos atrativos do mundo, onde tudo se faz para tirar o foco da santidade de vida, esta, fundamental para viver os valores evangélicos. Sem uma profunda vida se santidade, os discípulos de Cristo não são capazes de se tornarem "Sal da terra e Luz do mundo".

De acordo com os ensinamentos da Santa Igreja, a vida de santidade não se encerra num processo de acabamento, mas numa luta diária e sem fim, até o último suspiro da vida. Viver em estado de santidade é não dar trégua às nossas inclinações para o pecado. A sagrada escritura nos ensina que "o nosso adversário, o diabo, anda ao nosso redor como um leão que ruge, procurando a quem devorar" (1 Pe 5, 8). Este é o nosso grande desafio: estar sempre prontos para dar razão da nossa esperança a todo aquele que a pedir: (1 Pe 3, 15) 

Encerramos esta reflexão na certeza de que ser santo é o fundamento da nossa fé. Que ser santo não faz de nós pessoas boazinhas e delicadas, mas totalmente preparados para o que de pior poderá vir. A razão da nossa esperança não vem dos ideais humanos, mas dos ideais evangélicos, pois aquilo que vier para nós neste mundo será vivido em honra e glória do Nosso Senhor Jesus, pois é Nele que se encerra a nossa fé, a nossa força e a nossa esperança. 

Que Nossa Senhora das Dores nos ensine todos os caminhos para vivermos os valores cristãos, assim, fazermos tudo que Seu Filho nos mandar.

Deus seja louvado e adorado!


Carlos Alberto Batista - Comunidade Pedras Vivas