sexta-feira, 7 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS
A
MORTE NÃO É O FIM
“A morte foi tragada pela vitória; onde está,
ó morte a tua vitória?”
(1 Cor 15,
55)
Estamos diante de uma realidade que
mais interfere em nossa caminhada de esperança: a morte! Em todos os tempos a
morte tem sido a realidade que mais incomoda o ser humano. A morte é entendida
por poucos, mas incomoda a todos. Todos nós nascemos da mesma forma, mesmo aqueles
que são gerados pelos métodos modernos da medicina, fora do útero da mulher, e sabemos
detalhadamente a ciência da concepção em todos os detalhes, mas não conseguimos
entender porque todos nós morreremos.
Existem
várias religiões no mundo que tentam dar sentido à morte, oferecendo meios espirituais
para seus fieis viverem a sua realidade, mas no fim, essa realidade não dá ao
seguidor uma resposta concreta, pois não aparece quem dá testemunho da sua
verdade. Aqueles que dizem serem portadores da verdade não aparecem para dar
continuidade à sua doutrina depois da sua própria morte. Portanto, em muitos
casos o seu princípio doutrinário continua a ser seguido por adeptos da sua
religião, vivendo a sua caminhada terrestre nesta mesma esperança.
Uma
realidade tão relevante na vida do homem torna-se o principal mistério da sua
existência, e se esconde de forma enigmática a todos que deveriam conhecer como
fundamento da sua história. Portanto, onde está a verdade sobre a morte? Onde
poderemos encontrar os meios para dar verdadeiro sentido naquilo que mais nos
incomoda? Esta resposta não está numa religião, ou seita, ou em qualquer outro
lugar que não seja: JESUS CRISTO!
Pode
incomodar, pode desanimar, pode causar dúvidas e desconfiança, mas é Nele que está
toda a verdade da morte e também da vida! Em Jesus se encontra todo o mistério
do homem. Encerra-se Nele toda a busca frenética do homem em sua luta para
conhecer a si mesmo. Todo o mistério da humanidade e da criação está neste
homem Jesus! Em Jesus vamos aprender que a vida se traduz em “nascer, viver,
morrer e ressuscitar”! Neste grande mistério não cabe desconfiança e nem tentar
compreender com as nossas faculdades humanas. “Jesus veio mostrar ao homem como
se deve viver para morrer e, morrendo, ressuscitar para a nunca mais morrer!”
Está
nesta afirmação todo o sentido da morte! O caminhar nesta vida terrestre requer
de cada um de nós uma compreensão exata deste mistério de Jesus. Não está na
pedagogia Dele um limite de compreensão e nem em alguma outra religião foi
revelado o mistério da morte, mas unicamente, Nele! Neste caso, para entender a
morte é necessário entender a vida, e Jesus é “O caminho, a verdade e a vida”
(Jo 14, 6).
Assim
como o corpo é totalmente ligado ao Espírito, também a vida é ligada à morte. Como
não existem meios para entender a vida sem que seja revelada pelo Espírito
Santo, não tem como entender a morte sem que esta tenha sido revelada pela
verdade da vida. Todo este mistério está dentro de cada um de nós! Os cristãos
deste mundo estão capacitados a dar sentido verdadeiro em sua vida, pois Aquele
que pode revelar todos os mistérios escondidos ao mundo está literalmente unido
ao nosso corpo.
Sem
entender nada da vida, o homem com seus problemas pode até desejar a sua própria
morte como se ela o livrasse de tudo. Ele não tem nenhuma esperança de vida
eterna e julga ser apenas para este mundo a sua vida. Quem coloca a sua
esperança apenas nesta vida, certamente fará dos seus esforços tudo para fazer
deste mundo a sua pátria definitiva. Assim, o homem viverá a sua vida somente
para tirar dela as alegrias e depois morrer. Triste fim de quem viveu e não
compreendeu a sua própria existência!
Não!
Nós não nascemos para viver sem sentido. Deus nos deu uma dignidade perfeita e
também inseriu em cada um de nós um desejo de ser feliz. Porém, não uma
felicidade para esta vida terrena, mas uma felicidade eterna, onde viver neste
mundo buscando a felicidade eterna é o segredo para desejar que a morte venha
ratificar a nossa conquista celestial. A morte não é o fim, mas a partida para
a vida eterna!
Por
isso precisamos entrar na escola de Jesus e nos tornarmos seus discípulos, a
fim de levar ao mundo a sua Boa Notícia. Precisamos revelar a todas as pessoas
que a morte não é fim de tudo, mas existe para nós uma pátria definitiva conquistada
pela morte e ressurreição do Cristo Jesus.
“
Irmãos,
não queremos deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não
fiqueis tristes como os outros, que não têm esperança. Com efeito, se cremos
que Jesus morreu e ressuscitou, cremos igualmente que Deus, por meio de Jesus,
com Ele conduzirá os que adormeceram.” (1 Ts 4, 13-14) É neste texto de Paulo
escrito na carta endereçada à comunidade dos Tessalonicenses, que podemos dar
início a uma nova caminhada de fé.
Pedimos
pela intercessão da Virgem Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, para que ela esteja
sempre atenta a fim de nos educar, instruir e nos aconselhar indicando sempre o
caminho a seguir, e responder com alegria ao chamado de Deus Pai.
Deus
seja louvado e adorado!
Carlos
Alberto Batista – Comunidade Católica Pedras Vivas
terça-feira, 4 de junho de 2013
FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS
FAZER O BEM É UM DIREITO E NÃO UM DEVER
“Conduzi-vos
como pessoas livres, mas sem usar a liberdade como pretexto
para o
mal. Pelo contrário, sede servos de Deus”. (1 Pd 2, 16)
Quando somos chamados a
transformar a nossa vida e a nossa história de acordo com os princípios
evangélicos, uma das características desta mudança se concentra na cura e na
libertação do nosso coração, onde está toda a essência da nossa existência e
onde guardamos tudo que passamos durante a nossa caminhada terrestre. Somos
movidos pelas moções do nosso coração, que significa responder com pensamentos
e atos aquilo que ouvimos e decidimos fazer.
A moção é uma
resposta que temos daquilo que entra em nosso coração. Um exemplo que podemos
dar é a reação que sentimos quando lemos ou escutamos alguma passagem da
Sagrada Escritura. Ao ouvir ou ler esta Palavra, poderá causar uma consolação
ou uma desolação dentro de nós, que se traduz como “moção”! Portanto, a nossa
reação para dar sentido a esta Palavra será de acordo com a situação que se
encontra o nosso coração: se ele está na Paz de Jesus, a resposta virá com
alegria e consolo e a Palavra se tonará vida em nós; mas se não estiver na Paz
de Jesus, virá uma desolação e causará tristeza, e a Palavra não dará vida.
Uma das razões
para o nosso coração estar machucado são as várias angústias, revoltas, mágoas,
decepções, sofrimentos, aflições, ódios, tristezas, rancores, ciúmes e derrotas
que sofremos no dia a dia da nossa vida. Um coração que guarda tudo isso no
curso da vida, não é capaz de fazer o bem e nem tão pouco desejar o bem para si
mesmo. Um coração que vai acumulando as coisas que vão acontecendo pelo caminho
da vida se torna o maior peso que uma pessoa pode carregar. Torna-se impossível
alguém com este peso pensar e agir para o bem. Mesmo através de um grande
esforço pessoal, um coração ferido e machucado não pode amar com se deve amar.
Como podemos
notar, para fazer o bem que precisamos fazer é necessário estar com o coração
totalmente livre para amar. Por isso, não temos outra forma para colocar em
prática a Palavra de Deus que não seja acolhendo com o coração limpo e puro, a
fim de fazer com que ela possa germinar e se tornar carne da nossa carne, pois
este é o nosso direito adquirido pela bondade e misericórdia de Deus. A Palavra
de Deus só tem sentido para nós quando colocada em prática. Para coloca-la em
prática é preciso vivê-la. Para vivê-la precisamos estar com o coração puro
como de uma criança!
Portanto,
aquilo que precisamos fazer por Amor se torna um direito e não um dever.
Recebemos de Deus todas as garantias da eternidade e não foram pelos nossos
merecimentos, mas pelo seu grande Amor por cada um de nós. Por isso, o Amor não
combina com obrigação e nem com um dever, mas despojado de qualquer meio que
não seja totalmente pelas vias da nossa liberdade de amar. Possuímos dentro de
nós a inata capacidade de amar, pois nascemos e nos movemos para amar. A nossa
vida só tem sentido quando amamos. Sem Amor não temos como fazer o bem, nem
para nós e nem para quem quer que seja!
É com este principio
que precisamos entrar no coração de Jesus: curar as feridas do nosso coração!
As feridas de Jesus são o remédio para a cura e libertação do nosso coração.
Por isso, entrando pelas vias do Amor e da oração, rogamos ao Senhor da Vida
que cure e liberte o nosso coração. Que seja Ele a dar sentido aos nossos
pensamentos e em nossas ações. Conceda-nos, Senhor, sabedoria, Luz e força a
fim de podermos lavar e transformar o nosso coração para sermos verdadeiros
filhos de Deus, e assim passarmos a viver como discípulos, sem obrigação, mas
pelo direito de viver no Amor. Amém!
Deus seja
louvado e adorado!
Carlos Alberto
Batista – Comunidade Pedras Vivas
segunda-feira, 3 de junho de 2013
FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS
A LIBERDADE DOS FILHOS DE DEUS
Somos livres para a vida e não escravos para a morte!
“Como
filhos obedientes, não moldeis a vossa vida de acordo com as paixões de
antigamente, do tempo de vossa ignorância.” (1 Pd 1, 14) Esse termo usado pelo
autor sagrado na primeira carta de Pedro, exorta ao ouvinte da Palavra a rever
o seu conceito de “viver dignamente a sua vida”, de acordo com o princípio
eterno de Amor. Ele convida ao ouvinte a viver segundo os preceitos cristãos e
não mais de acordo com a caducidade da sua vida passada, como pagão.
Uma
das maiores dificuldades da nossa vida é viver plenamente a nossa vocação de
liberdade. Ao nos criar, Deus nos deu como direito irrevogável a condição de
sermos totalmente livres. Está inscrito em cada um de nós essa forma de vida,
onde nem mesmo o nosso Criador pode interferir, tanto que Ele permitiu que Adão
e Eva cometessem o primeiro pecado, aquele que foi capital para a nossa queda. Ao
escolher dar ouvidos às manobras da serpente, Eva abriu-se ao desejo de se
igualar ao Criador, sem saber que esta escolha dava fim ao perfeito
relacionamento com Deus. A partir deste momento perdemos totalmente a
capacidade para discernir a verdade da mentira, e viver plenamente a nossa
natureza humana.
Portanto,
para podermos entender e acreditar que não somos mais capazes de viver plenamente
a nossa natureza, precisamos rasgar o nosso coração e permitir com toda a nossa
liberdade que Deus mostre tudo aquilo que a cortina do pecado original esconde
de nós. Não basta simplesmente saber que somos pessoas humanas diferentes de
todas as outras criaturas, mas viver a dignidade de filhos de Deus, pois somos
a única criatura que conhece a sua natureza e também o seu Criador. Não
nascemos como as outras criaturas, que apesar de possuírem inteligência vivem a
sua natureza através de seus instintos. Agem instintivamente de forma
repetitiva sem mudar a sua razão natural, pois não são capazes de acrescentar
nada à sua condição original.
Diante
da nossa queda, perdemos a nossa razão natural e passamos a viver completamente
fora da nossa natureza original, coisa que não acontece com nenhuma outra
criatura deste mundo. Cada qual vive a sua plenitude natural sem que nada possa
atingir a sua natureza. Cada animal vive perfeitamente a sua natureza em
harmonia com o Criador. Vivem da forma como Deus quis e criou. Nós, ao
contrário, não somos mais como Deus projetou, nas cada qual se vira como pode e
deseja. Com isso, “o mundo” se concedeu no direito de fazer o homem obedecer
aos seus princípios e caprichos, tirando dele a noção exata do que significa
liberdade.
Os
princípios do mundo são de fazer o homem se projetar para atingir seus desejos
e realizar seus sonhos, sem dar razão à sua dignidade de filhos de Deus, pois o
mundo não se submete à vontade de Deus, mas aos prazeres gerados pela mente
humana ferida pelo pecado. O homem não sabe bem o que deseja e nem sabe
distinguir se são desejos são bons e da parte de Deus. Muitas vezes criam
desejos que não vão dar vida, mas levam para a morte, mesmo sem saber que esse
será o fim. O homem perdeu totalmente a noção de fazer o bem, para si e para os
outros. Nem mesmo com toda a sua boa intenção, com todos os seus esforços, com
toda a sua inteligência, com todo o seu entendimento será capaz de fazer o bem
que precisa fazer!
Não
é exagero esta afirmativa, pois não somos realmente capazes de fazer o bem que
precisamos fazer através de nós mesmos. Existe em nós o desejo de fazer o bem,
mas não somos capazes de fazê-lo. Na verdade, não somos totalmente livres para
fazer o bem! “O que houve é que o pecado, aproveitando a ocasião oferecida pelo
preceito, me seduziu e acabou me matando. (...) De fato, não entendo o que
faço, pois não faço o bem que quero, mas o que detesto. Ora, se faço o que não
quero, estou concordando que a lei é boa. No caso, não sou eu que estou agindo,
mas sim o pecado que habita em mim.” (Rm 7, 8. 15-17) A lei, no caso, se tornou
o fundamento da moralidade humana imposta pela perda da razão natural.
Como
vemos, o pecado tirou de nós o desejo de fazer das nossas ações aquilo que faz
bem para os outros, para as outras criaturas e também para toda a natureza. O
pecado gerou em nós uma nódoa no coração, onde tudo que fazemos, por melhor que
sejam as nossas intenções, busque no fim o nosso próprio benefício. Que sejam
nós mesmos os beneficiários das boas ações. No entanto, como não sabemos o que
seja bom, aquilo que achamos fazer bem para os outros, será um mal para nós. Que
luta!
Portanto,
entra nesta parte aquilo que o autor da carta de Pedro deseja falar aos nossos
corações, pois o que ele deseja é que vivamos como homens novos e não mais como
velhos, antes de Jesus. Antes de Jesus, vivíamos conforme os nossos instintos
feridos pelo pecado, mas agora somos portadores do Espírito Santo recebido no
batismo, onde Ele, como o novo direcionador da nossa vida nos capacita a sermos
homens e mulheres novos, muito melhores do que eram Adão e Eva. Obedecendo ao
Espírito Santo e não mais ao nosso instinto, o mundo, as pessoas e todas as
outras criaturas tomam outro sentido, o verdadeiro sentido. As nossas
faculdades são novamente ordenadas e passamos a entender verdadeiramente a
nossa liberdade.
A
vida nova no Espírito nos faz homens novos e de novas atitudes. O mundo com a
sua maldade e seus atrativos não mais terá soberania sobre nós, fazendo da sua
falsa liberdade uma prisão escondida. As artimanhas do mundo sem Deus não
aprisionará a quem está sob o regime do Amor e sob a Luz de Jesus. Para isso,
não basta ser batizado, é necessário viver em comunhão com o Espírito Santo nos
doado. Esta é a condição para dar vida nova ao homem velho!
Que
sejamos dóceis a todas as manifestações do Espírito Santo, pois elas nos
remetem a caminhar
nas pegadas de Jesus. Pedimos a intercessão da Virgem Maria,
aquela que aceitou com humildade, obediência e fidelidade à manifestação do
Espírito Santo desde a sua concepção. Que sejam dirigidas a Deus Pai, a Deus Filho
e a Deus Espírito Santo todos os nossos esforços, a fim de encontrar Neles o
sentido da nossa vida e da nossa liberdade. Amém!
Deus
seja louvado e adorado!
Carlos
Alberto Batista – Comunidade Católica Pedras Vivas
sexta-feira, 31 de maio de 2013
FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS
SACRAMENTO DA CRISMA
Jovens chamados a ser discípulos
A igreja vive neste período da história, uma verdadeira ameaça aos seus Sacramentos. Vivemos uma época em que a secularização intimida as pessoas, principalmente os cristãos a serem infiéis aos Sacramentos que receberam para viverem a verdadeira doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana. Somos bombardeados com todos os tipos de armas contra os princípios morais e éticos, o que contraria totalmente a verdade de Cristo.
Os Sacramentos são a vida da Igreja e do seu povo que caminha como peregrinos em busca da terra prometida, o céu! Jesus nos deixou um legado de fé, e a Igreja, fiel depositária oferece uma caminhada de Amor para todos que se apresentam e se disponibilizam para levarem adiante o plano de Deus. O Sacramento da Crisma, é uma grande oportunidade para todos os batizados confirmarem a fé assumida pelo batismo, e que muitas vezes, por uma iniciativa dos pais, jovens são chamados para responder com fidelidade a sua condição de cristãos, buscando com isso educar-se e instruir-se como os pequeninos do Reino na caminhada em comunhão com Cristo e a Comunidade de fé.
O que a Igreja oferece aos jovens é uma oportunidade de conhecerem os ideais evangélicos, formando-os para se tornarem verdadeiros discípulos de Cristo. Por isso, todos são tentados a não acreditarem nessa verdade, pois o mundo deseja que a juventude seja portadora de uma luta para buscarem somente aquilo que levam a conquistas pessoais e a prosperidade individual, como direito.
Mas a Igreja com a sua sabedoria Divina e com toda a força do Espírito Santo, não se intimida com as dificuldades encontradas pelo caminho, muito pelo contrário, utiliza das posições contrárias para mostrar e testemunhar que somente em Jesus podemos encontrar a nossa vida que tanto procuramos.
Viva a juventude portadora de um verdadeiro ideal Cristão!
Deus seja louvado!
Carlos Alberto Batista - Comunidade Católica Pedras Vivas
FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS
A Comunidade Católica Pedras Vivas, tem como patrona "NOSSA SENHORA DE TODOS OS POVOS".
Maria, modelo de Santidade e mãe de todos os viventes, foi aquela que nunca soube dizer não à vontade do Pai. Chamada a participar do plano de salvação e lutando contra todas as dúvidas, comum a uma menina da sua idade, Maria respondeu com um "SIM" convicto de que poderia realmente ser aquela que geraria Jesus para o mundo.
A realidade de sua vida lhe dava todas as condições para perceber, através da pureza de seu coração, toda a manifestação de Deus. Aquela visita inesperada do Anjo, lhe trouxera uma certeza absoluta de que chegara a hora tão esperada pelo povo judeu. Maria não hesitou em corresponder à sua vocação de mãe, mas poderia ter dito "não" se considerasse as dificuldades futuras.
Somos todos chamados a imitar Maria com sua coragem de dar vida a Jesus. Não podemos
ter medo de perseguições e contrariedades, pois assim os teremos sempre em nossa caminhada por este vale de lágrimas.
Maria foi assunta ao céu, não pelas suas forças e poder, mas tão somente pela resposta do Pai, que a quis Bem-Aventurada por toda a eternidade. Por isso desejemos, como Maria, assumir a nossa condição de filhos e filhas de Deus, pois, somente gerando Jesus para o mundo e para todas as pessoas é que seremos arrebatados para o mais alto dos céus.
Nossa Senhora de Todos os Povos, rogai por nós!
Carlos Alberto Batista - Comunidade Católica Pedras Vivas
segunda-feira, 27 de maio de 2013
FORMAÇÃO - PEDRAS VIVAS
EUCARISTIA,
NOSSA VIDA!
“Eu sou o pão vivo
que desceu do céu.” (Jo 6,51)
“Os
judeus discutiam entre si: ‘Como é que ele pode dar a sua carne para comer’?”
(Jo 6, 52) Afirmar que seria fácil compreender o que Jesus queria dizer com
estas palavras, é acreditar que somos capazes de compreender a realidade divina
através da nossa humanidade, sem a comunhão com o Espírito Santo. São tantos os
motivos para os judeus não entenderem, mas ficamos apenas com o fato de Jesus
ser odiado por todos e ainda dizer que é o pão da vida. Ainda hoje este
mistério é discutido por todos aqueles que não são cristãos católicos. Da mesma
forma que os judeus não compreendiam esta afirmação de Jesus, as dúvidas e
desconfiança pairam, não só entre os que não são cristãos católicos, mas em
muitos batizados na Santa Mãe Igreja.
Estamos diante do
mais profundo mistério da nossa fé, e podemos afirmar com toda a convicção de
que é ponto mais alto, o cume, o pico e o único sentido da nossa fé. Não há nada
mais importante para nós, cristãos católicos, que não seja a Santa Eucaristia. Está
encerrada Nela tudo aquilo que dá vida e gera vida! Podemos dizer que os outros
Sacramentos são como os rios menores que desaguam no Grande Rio e se unem para
formarem um só curso para o mar, o céu!
Não podemos
diminuir a importância da Eucaristia. De tão importante, não é possível entende-La
por nós mesmos. Jesus sabia que estava mexendo com a inteligência de todos,
inclusive com aqueles que o seguia como discípulos fieis. Jesus não desejou
criar situações embaraçosas, mas Ele não tinha outra forma para explicar como
estaria aqui entre nós após a ressurreição. Da mesma forma, mesmo sendo batizados
e estando com Aquele que revela os mistérios divinos e a verdade, somos
tentados a desconfiarmos da realidade Eucarística. Se todos os batizados
vivessem de acordo com a fé professada, nenhum deles faltaria na Santa Missa do
Domingo, dia do Senhor! Não existiriam motivos neste mundo que pudesse fazê-los
deixarem de receber a Santa Eucaristia nas celebrações dominicais, a não ser em
caso de enfermidade, numa cama de hospital. Não! Para o verdadeiro Católico não
há nada neste mundo que o tire desta sublime comunhão!
“Quem se alimenta
com este pão viverá para sempre.” (Jo 6, 58) Desejamos a vida. Desejamos viver
a plenitude da vida. Queremos ser feliz. Queremos dar sentido à nossa vida. Desejamos
as coisas boas para nós e para os nossos entes queridos. Mas não acreditamos
nesta Palavra de Jesus! Procuramos dar sentido em nossa vida com as coisas que
o mundo vai oferecendo. Queremos ver Jesus, mas com os olhos fixos no mundo e
nos seus atrativos. Jesus consumou o plano de salvação fazendo-se alimento para
a vida eterna. A Igreja vive esta realidade desde aquele momento do Cenáculo,
onde estavam reunidos os discípulos, os Apóstolos e a Virgem Maria para
receberem o Espírito Santo e darem início à nova Jerusalém Celeste. A partir
desse momento, o pão consagrado tornou-se a fonte de vida para o novo homem
viver o Reino de Amor instaurado por Jesus!
Quando comungamos
a Eucaristia com a mesma fé que fez Jesus se transformar neste alimento, as
nossas faculdades humanas se tornam fonte de Luz que faz Jesus ser revelado em
nossos pensamentos e em nossas ações. Somos capazes de lutar bravamente contra
o pecado e não aceitamos passivamente nenhum ato pecaminoso, pois nossos
desejos permanecem dispostos a não perder a comunhão com Deus Pai. Caso
pequemos, uma dor insuportável nos faz voltar logo para o convívio do Pai
através de uma confissão firme e verdadeira. Este, em sua infinita misericórdia
estará sempre de braços abertos esperando pela volta do(a) filho(a), para
novamente lhe vestir novas vestes, colocar-lhe o anel e oferecer um novo
banquete.
Portanto, precisamos
entrar no coração de Jesus a fim de encontrar as vias do entendimento e da fé,
pois não podemos diminuir o sentido deste Pão da Vida. Este Pão é Jesus! Precisamos
dar sentido verdadeiro naquilo que professamos crer. Jesus não deixa de nos
dirigir as mesmas palavras do Evangelho, quando afirma que no meio de nós
existem aqueles que vêm, mas não acreditam. (Jo 6, 64) Por isso, em todos os
momentos da nossa vida precisamos estar firmes na oração e constantes da fé,
pois é na esperança que somos conduzidos pelas vias do Amor, onde os nossos
olhos fixam-se em Jesus vivo no meio de nós. A Eucaristia nos faz adorar Jesus
com uma dimensão de serviço, onde a fé nos transforma e cria em nós um desejo
de torná-la razão da nossa própria existência.
Senhor Jesus,
neste momento em que partilhamos o nosso maior tesouro, suplicamos ao Vosso
Sagrado Coração que seja manifestado a cada um de nós o poder deste Santo
Alimento, pois, Vós mesmo que nos ensinou ser Ele a fonte de vida eterna. Capacita-nos
a viver a dimensão perfeita desta comunhão, onde não poderemos mais encontrar
nenhum motivo para deixar de recebê-Lo na Santa Missa. Vem Virgem e Mãe Maria
Santíssima, ensinar seus filhos a se transformarem em perfeitos Sacrários vivos
da Hóstia Sagrada, assim como a Senhora se transformou. Amém!
Deus seja louvado
e adorado!
Carlos Alberto
Batista – Comunidade Pedras Vivas
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